Ruas de Roma | Itália | O metro, Campo de' Fiori e a saga dos figos!


Ora, após a visita à Biblioteca Nazionale Centrale di Roma, fui procurar o famoso Campo di Fiori, pois adoro mercados de frutas e legumes, e como ainda não tinha fome para almoçar, em vez de me meter à procura de um restaurante, queria petiscar antes no mercado, sem saber efectivamente se haveria lá algo como nos nossos, em que temos fruta, legumes, pão, bolos, e até mesmo bancas de comida, por isso lá me meti a caminho.

Ora, nunca na minha vida tinha andando de metro sem ser em Portugal, e apesar de não me ter perdido, ainda perdi algum tempo a tentar perceber aquele sistema, mas mais porque, pura e simplesmente, não sabia bem onde eu estava nem para onde queria ir, não conhecia aquelas localidades que apareciam no metro, mas lá me desenrasquei...

O Metro de Roma tem apenas três linhas e é um dos mais pequenos da Europa, mas chega a quase todos os pontos turísticos. Inaugurado em 1955, o Metro de Roma tem tido um crescimento muito lento e conta com apenas 60 quilómetros de vias entre as três linhas. Actualmente, estão previstas ampliações e a construção de outra linha, que seria a linha D, mas as obras foram suspensas indefinitivamente, porque, tal como acontece em Atenas, sempre que se escavam novos túneis são encontrados restos arqueológicos e as obras ficam interditas.


Ora, aqui é óbvio, os locais a cinzento são os que já ficaram para trás e a direcção que pretendemos  ir são os que estão a cores. No meu caso queria ir em direcção à minha amada Fontana Di Trevi, pois das paragens de metro dos arredores, era a que mais perto estaria do mercado e porque eu sentia uma necessidade enorme de a voltar a ver! Portanto, segui a linha que curiosamente tem o nome da minha avó: Laurentina!


Encontrei o Romeu e a Julieta... L'amore è bello... {*≧∀≦}


Eis o mapa do metro que tinha já impresso em casa, uma das primeiras coisas que faço quando chego a uma cidade é tentar encontrar o posto de turismo, mas para o caso de não conseguir, não me apetecer ou calhar nem sequer terem, levo sempre já os meus mapas impressos...


Os metros aqui estão tipo os comboios da Linha de Sintra... (˚▽˚!)


É bastante parecido ao nosso metro...


Conseguem encontrar o gato na foto? (๑˃́ꇴ˂̀)


Ora bem, foi aqui que comecei a ficar algo confusa... se eu queria a linha Laurentina, onde raio andava ela? Mas os metros são muito similares a nível de lógica em todo o lado, e agora no momento em que escrevo isto, como já andei em mais metros noutros países, esta afirmação mantém-se, se eu sei que na paragem onde eu sai há a ligação para a linha que eu quero, mesmo que não a veja logo sinalizada limito-me a seguir as placas, neste caso segui a direcção da saída... pois normalmente ao pé das saídas/entradas está a sinalização mais completa.


Continua a não ser o que quero, continuei a seguir... exit....


Nop....


Ha Ha! Ora cá está a linha que eu pretendia! Então, vamos lá!


Mais escadas... Ok... nunca mais acabava o caminho, bora lá...



Aqui chegada do que mais me lembro é que andei uns bons tempos meio perdida aqui dentro, o raio da estação do metro nunca mais acabava, entrava num corredor aparecia outro, e depois outro, descia umas escadas rolantes e aparecia outro, e mais escadas, mais corredores - fosga-se!! - que mais pareciam entroncamentos, a determinada altura já nem sabia onde estava, já não via nem a saída nem as carris do metro, mas no mapa estava assinalada a paragem: Barberini - Fontana di Trevi, então comecei a seguir tudo o que dissesse : Barberini. Também foi mais ou menos aqui que o meu amigo Miguel me ligou e enquanto falava com ele ao telemóvel e tirava umas fotos meio tremidas e tentava descobrir para onde raio ia, com medo de que estes corredores fossem infinitos, lá me consegui orientar sem me perder... Podem ver aqui o mapa do metro.




Já nem sabia a quantas andava, para tão poucas linhas, menos que as nossas, é enorme, parece a estação da linha amarela da zona do Saldanha x 10!



Sinceramente, já nem me lembro como, mas sei que apanhei pelo menos dois metros, mas lá acabei por chegar aqui... a questão é que eu pensei que o metro me deixasse mesmo ao pé da fonte, mas não, que daqui até lá ainda são uns bons 15 minutos e eu não fazia ideia onde raio eu tinha vindo parar!

Tive de dizer ao Miguel que tinha de desligar para me orientar, que depois lhe contava tudo, ele primeiro não acreditou que eu tivesse mesmo na Itália, eu não tinha dito a NINGUÉM que ia fazer esta viagem, fora, claro está, aos meus pais, avós e a Isabelle, que é uma espécie de minha tia adoptiva e foi ela quem me ficou a cuidar dos gatos na minha ausência, e mesmo à minha avó só lhe disse que ia à Itália, não lhe disse que depois ia a Londres, a Dublin e a Edimburgo, isso só a minha mãe e a Isabelle sabiam. O Miguel primeiro não acreditou - ele sabia que este era um dos meus maiores sonhos e estava a ser difícil de concretizar - depois começou a ouvir no metro as vozes automáticas a falar italiano e as pessoas à minha volta também, e perguntou:
Miguel: - "Que estás tu a fazer na Itália?!"
Eu: "-Olha, vim aqui comprar pão, é mais barato do que aí! dah!" (๑˃́ꇴ˂̀)


Ali um pouco mais à frente, onde podem ver um homem de mochila às costas, estava uma velhota à porta da sua loja, e eu arrisquei perguntar: "parla inglese? spagnolo?", sendo que não tinha esperança nenhuma que falasse, mas ia perguntar em italiano qual a rua até à Fontana di Trevi e desenrascar-me por gestos, como já estava a ser costume, ao que ela me responde em espanhol, pois era espanhola! Quais as probabilidades?? (✧ᗜ✧)

Ainda conversámos um bocadinho, sobre a coragem de sermos mulheres a viajar sozinhas de mochila às costas, que realmente os italianos só falam italiano e tal, e ela disse que se eu precisasse de alguma coisa, para ir lá ter com ela! Super querida! ( ✿◠‿◠ ) Ela lá me indicou - bem - o caminho e lá fui eu.





Aqui  já eu sabia bem onde estava, felizmente tenho um excelente sentido de orientação, e só preciso de ir andar uma vez por um local para depois saber sempre onde estou e para onde vou, por exemplo, ao final deste dia já eu andava por Roma sem precisar de mapa e sabendo bem para onde eu queria ir e onde estava... aqui já se ouvia a minha amada fonte...


Cá estamos nós... a minha bella!



Eu já falei sobre a fontana e as suas lendas, mas vou voltar a falar mais um bocadinho: A Fontana di Trevi é a fonte mais bonita de Roma. Com 20 metros de largura por 26 metros de altura, é também a maior fonte da cidade. A origem da fonte remonta ao ano 19 a.C., época em que a Fontana constituía o final do aqueduto Aqua Virgo, um dos onze aquedutos romanos que abasteciam a cidade da Roma antiga. A primeira fonte foi construída durante o Renascimento, sob as ordens do papa Nicolau V. O aspecto final da Fontana di Trevi data de 1762 quando, depois de vários anos de obras promovidas por Nicola Salvi, foi finalizada por Giuseppe Pannini. O nome de Trevi deriva de Tre Vie (três vias), já que a fonte era o ponto de encontro de três ruas.

O mito da Fontana di TreviSabem porque é que vemos sempre pessoas a atirar moedas de costas para a Fontana? O mito nasceu com o filme “A Fonte dos Desejos” em 1954, que diz o seguinte:
Se atirarmos uma moeda: voltaremos a Roma.
Se atirarmos duas moedas: encontraremos o amor com uma bela italiana (ou italiano).
Se atirarmos três moedas: casar-nos-emos com essa pessoa
Para que isto funcione é recomendável atirar a moeda com a mão direita sobre o ombro esquerdo - por isso ficamos de costas para a fonte.

Todos os anos é retirado aproximadamente um milhão de euros da fonte. Desde 2007, esse dinheiro é doado à Cáritas.

Eu atirei UMA moeda, porque desejo voltar aqui novamente... ໒( ♥ ◡ ♥ )७


Mesmo com uma câmara fraca, dá para ver nos meus olhos a minha alegria de estar aqui... ( ♡∀♡)


Estão a ver ali ao fundo, à esquerda, uma senhora com um colete amarelo florescente? Estão lá mais como ela, a controlar o pessoal, para não atirarem lixo para o chão, não se pode comer nesta área, não se podem atirar para a fonte para nadar ou molhar os pés - o que deveria de ser óbvio, mas já sabemos como são as pessoas - há por aqui também polícias fardados e bem armados a controlar tudo, costumam estar no passeio, aos cantos...


Bem, eu amava ali estar sentada, estaria horas, mas infelizmente não tinha horas extra para dispensar e lá me meti novamente a caminho, depois de encher a minha garrafa na fonte dos apaixonados, a melhor água que já bebi na vida!





O Panteão de Agripa, também conhecido como Panteão de Roma, é uma das obras-primas da arquitectura da capital italiana. É o edifício melhor conservado da Roma antiga. A construção do Panteão actual deu-se nos tempos de Adriano, no ano 126 d.C. Foi-lhe dado o nome de Agripa porque aquele local estava anteriormente ocupado pelo Panteão de Agripa, construído no ano 27 a.C., que ficou destruído devido a um incêndio no ano 80 d.C. No início do século VII foi doado ao Papa Bonifácio IV, que o transformou na igreja Santa Maria ad Martyres, e por esse motivo permaneceu em excelente estado de conservação, até aos dias de hoje.

Arquitetura: O mais surpreendente na arquitectura do Panteão são as medidas: o edifício circular tem exactamente o mesmo diâmetro da altura: 43,30 metros. A cúpula, com o mesmo diâmetro, é maior do que a da Basílica de São Pedro. No centro da cúpula abre-se um óculo de 8,92 metros de diâmetro, permitindo que a luz natural ilumine todo o edifício. A fachada rectangular, que oculta a enorme cúpula, está composta por 16 colunas de granito de 14 metros de altura, sobre as quais se pode ver a inscrição “M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIVM.FECIT”, que significa “Marco Agrippa, filho de Lúcio, cônsul pela terceira vez, o fez”. No interior do Panteão estão os túmulos de diversos réis da Itália e diversas obras de arte. A personagem mais conhecida que está enterrada no Panteão é, sem dúvida, o pintor e arquitecto renascentista Rafael.


Piazza della Rotonda, no centro desta praça está a maravilhosa Fontana del Pantheon, coroada por um obelisco egípcio - que eu pura e simplesmente AMO! Este obelisco, foi originalmente mandado construir pelo faraó Ramsés II - uma das minhas personagens históricas preferidas de sempre! - para o Templo de Rá em Heliópolis. Foi trazido para Roma no período romano. Chegou a ser utilizado no Iseu Campense, um templo dedicado à deusa egípcia Ísis aqui na cidade de Roma, que ficava a sudeste do Panteão.

O obelisco foi redescoberto em 1374, debaixo da abside da igreja de Santa Maria sopra Minerva. Em meados da década de 1400, o obelisco encontrava-se no meio da pequena Piazza di San Macuto, a pouco mais de 200 metros a leste do Panteão, onde ficou até ser levado, em 1711, para a Piazza della Rotonda. Por esse motivo, ainda hoje este obelisco é conhecido por "Obelisco Macuteo".

No século XIX, a piazza era conhecida principalmente devido ao seu mercado de vendedores de aves, que traziam gaiolas com papagaios, rouxinóis, corujas e outros pássaros para comércio. A fonte foi construída por Giacomo Della Porta, por encomenda do papa Gregório XIII em 1575 e o obelisco foi-lhe acrescentado em 1711, por ordem do papa Clemente XI.


Apesar de a entrada ser gratuita e eu ter muita curiosidade em ir visitar o Panteão, especialmente após a leitura do livro «Anjos e Demónios» do Dan Brown, nunca na vida me ia meter naquela enorme fila.... espreitei só um pouco à entrada, o resto vejo em fotos....




Outra biblioteca, mas estava fechada, se bem me lembro, para almoço, nesta altura já eram umas 14:00, mais coisa menos coisa, ... fiquei com a nota mental de voltar aqui para a visitar, mas o meu passeio estendeu-se bastante e quando cá voltei já tinha fechado para o dia. A vantagem destas minhas viagens é poder visitar imensas coisas e viver muitas aventuras, a desvantagem é não poder investir x de tempo extra para poder desfrutar ao máximo dos locais que têm horários muito específicos.








E pronto, cá chegámos! Até estamos bem protegidos e tudo! E apesar de o mercado ter "flor" no nome, não tem assim um grande mercado delas - também o nome não é por isso, como vão poder ler mais à frente, mas de frutas e legumes é uma maravilha!



Nas próximas fotos deixo-vos a desfrutar da variedade, cores e também preços, esses não muito simpáticos, fiquei bastante chocada, podem ver à vontade.









Bem, falta a foto da parte do monumento onde está a estátua do homem, não sei onde está essa foto ou sequer se ficou registada no telemóvel, mas podem ver o monumento na totalidade aqui, e relativamente a este momento em homenagem a Giordano Bruno, achei absolutamente fascinante a sua história e vou partilhar aqui convosco: nascido Filippo Bruno em Nola, no Reino de Nápoles em 1548, foi um teólogo, filósofo, escritor, matemático, poeta, teórico de cosmologia, ocultista hermético e frade dominicano italiano, condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) acusado de heresia por defender argumentos que considerava serem erros teológicos. É também referido em documentos históricos pelo nome Bruno de Nola ou Nolano.

Foi uma mente brilhante, capaz de desafiar os dogmas da igreja, fazer sínteses entre diferentes correntes religiosas, espirituais, espiritualistas, filosóficas e pagãs, e questionar estabelecimentos políticos da igreja de então. É considerado por alguns como um mártir da igreja, tendo contribuído para avanços significativos do conhecimento do seu tempo. É também conhecido pelas suas teorias cosmológicas, que conceitualmente estenderam o então novo modelo copernicano - na cosmologia, o princípio copernicano, baptizado em homenagem ao monge Nicolau Copérnico, declara que a Terra não está numa posição especialmente favorecida, ou central - Bruno propôs que as estrelas fossem sóis distantes cercados pelos seus próprios planetas e levantou a possibilidade de que esses planetas criassem vida neles próprios, uma posição filosófica conhecida como pluralismo cósmico. Ele também insistiu que o universo é infinito e não poderia ter um "centro".


Em 1593, Bruno foi julgado por heresia pela Inquisição romana, acusado de negar várias doutrinas católicas essenciais, incluindo a condenação eterna, a Trindade, a divindade de Cristo, a virgindade de Maria e a transubstanciação - a mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de Jesus Cristo no acto da consagração. Isto significa que esta doutrina defende e acredita na presença real de Cristo na Eucaristia. Acusado de panteísmo - a crença de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente e imanente ou que o Universo e Deus são idênticos, ou seja, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou criador - crença esta que também era motivo de grande preocupação para a igreja, assim como os seus ensinamentos sobre a transmigração da alma. A Inquisição considerou-o culpado e ele foi queimado na fogueira no Campo de' Fiori, em Roma, em 1600. Após a sua morte, ganhou uma fama considerável, sendo especialmente celebrado por estudiosos do século XIX e início do século XX, que o consideravam um mártir de ciência, embora os historiadores concordem que o seu julgamento por heresia não foi uma resposta aos seus pontos de vista astronómicos, mas sim uma resposta aos seus pontos de vista filosóficos e religiosos. O caso de Bruno ainda é considerado um marco na história do livre pensamento e das ciências emergentes.

Além da cosmologia, Bruno também escreveu extensivamente sobre a arte da memória, um grupo pouco organizado de técnicas e princípios mnemónicos. A historiadora Frances Yates argumenta que Bruno foi profundamente influenciado pela astrologia árabe (particularmente a filosofia de Averróis), neoplatonismo, hermetismo renascentista e lendas do género Génesis em torno do deus egípcio Tot - o deus da escrita e da sabedoria. Os referência mais antiga a este deus refere-se a ele como sendo o deus da Lua. Outros estudos de Bruno concentraram-se na sua abordagem qualitativa da matemática e da sua aplicação nos conceitos espaciais da geometria na linguagem.

Fiquei a adorar o homem, que não conhecia!



A Praça do Campo dei Fiori foi construída em 1456 por ordem do Papa Calixto III no local onde havia um campo de flores, daí a origem do nome da praça. Após a remodelação da região e da construção de vários edifícios importantes, como o Palazzo Orsini Pio Righetti, da família Orsini, proprietária desta região, a praça tornou-se um local muito frequentado pelas personalidades mais influentes. O Campo dei Fiori transformou-se num local muito próspero, repleto de oficinas artesanais e albergues, e havia ainda um mercado de cavalos, duas vezes por semana.

A praça também era também o local onde se exibiam as execuções públicas. Actualmente, o Campo dei Fiori é um dos locais mais populares da capital. Todas as manhãs, de segunda a sábado, desde 1869, é montado um mercado onde são vendidos alimentos, flores e produtos variados.








Ora, aqui vos conto a tal "Saga dos Figos": Como estava tão cara a fruta e eu queria provar as minhas preferidas, comprei umas uvas ali, uns pêssegos acolá, - e mesmo assim ficou-me a uns 6€ um par de coisas, que já vão ver numa foto mais à frente! - e quando cheguei à banca daquela velhota que podem ver na foto, de costas, estavam lá uns figos enormes com excelente aspecto, mas caríssimos!

Então, cheguei-me lá ao pé e disse que queria comprar dois figos, por favor, ao que ela começa a falar como eu só tinha visto nos filmes italianos, a gesticular imenso, a falar italiano muito rápido e energeticamente, era tipo as senhoras do bulhão, mas versão italiana... (*≧∀≦) pelo que eu percebi, a velhota, brincalhona, sarcástica, mas muito simpática, vá, estava a dizer que nem tinha preço só para dois figos!? quem é que comia só dois figos? tome lá os dois figos e "andiamo via!", ok... fiquei mesmo um bocado à toa, ainda lhe disse, meio em português meio em italiano que queria comprar um pouco de diversas frutas, por isso só levava dois para provar, ela percebeu logo que eu era portuguesa - pois normalmente confundem-nos com os brasileiros (◔~◔), tal como nós confundimos os espanhóis, peruanos, mexicanos, ... - e era tipo, ela a falar bué rápido: - "blá blá blá portoghese bene, blá blá due fichi blá blá due fichi blá blá", e começou a escolher os figos, os maiores que lá estavam.

Não querendo que a velhota pensasse que nós os portugueses somos uns pobretanas tesos do caraças - somos, mas eles não tem que saber! - estendi-lhe uma moeda de dois euros e mais uns trocos, nas esperança que cobrisse o raio dos figos, ao que ela não aceitou e, com um sorriso , meteu-me dois figos enormes que ela própria tinha escolhido na minha mão - que ficou mega pegajosa, já agora... - ao que eu agradeci "grazie mille!" e tentei meter na mão dela as moedas, mas fez um gesto tipo a sacudir-me e a dizer:  "andiamo via!", e eu,  um bocado envergonhada lá fui... ⚆ _ ⚆ os outros senhores das outras bancas não tinham feito esta fita quando pedi uma ou duas peças de fruta de cada, mas pronto... eu agora acho piada à situaçao, mas na altura fiquei um bocado incomodada...

O que acabou por acontecer foi, quando finalmente arranjei um sítio fresco para me sentar a comer - ainda não vos disse, mas estava um calor dos diabos neste dia, perto dos 40 graus! - e provei o raio dos figos, foram os melhores figos que já comi em toda a minha vida.. quase chorei! De uma doçura que se derretia na língua, e quando voltei ao mercado a ver se apanhava a mulher para lhe comprar um saco de figos nem que custasse o dinheiro do meu lanche e jantar, não a voltei a encontrar, e nunca mais na vida comi figos assim...
(╥︣﹏╥᷅)


Bem, envergonhada, com as mãos pegajosas e já com alguma fome e um calor do diabo, meti-me aleatoriamente à procura de um sítio para me sentar a comer...


Tentei ver no mapa para onde ficava o rio, pois queria sentar-me ao pé dele... já devem ter percebido que eu adoro estar ao pé de cursos de água, ou fontes...



E lá dei com ele! Yeah!

Ponte Sisto: esta ponte pedestre renascentista foi construída na segunda metade do século XV. Atravessa o rio Tibre e liga Regola a Trastevere. A ponte tem o nome do papa que a mandou construir, Sisto IV. Durante muito tempo (desde 1877), a ponte esteve rodeada por uma construção de metal para pedestres (na época, a ponte também era usada para o trânsito), mas em 1999 a construção foi removida para que a ponte tivesse o aspecto intencionado originalmente. Desde então, é uma ponte apenas para pedestres.


Desci até ao rio... à procura de um sítio para me sentar...


No entanto, as águas estavam deploráveis e o único sítio à sombra era debaixo da ponte, pois ao pé das árvores estavam as tais formigas gigantes com que já me tinha cruzado antes, e era só o que faltava, a velhota pensar que eu não tinha dinheiro para os figos, como ainda ser vista a comê-los debaixo da ponte, NEM PENSEM! (`・︿´・ ) Lavei as mãos no rio, pois já estavam tão pegajosas que mal as conseguia abrir e meti-me a caminho.


Acreditam que demorei uns bons cinco minutos a subir esta escada, a que tinha descido para aceder ao rio, tal era o calor sufocante?





E ao fundo, o nirvana!! Uma fonte com escadas à sombra!


Yes!!! Já estava a desesperar, e a minha água também já tinha acabado! Até tive de passar a fruta debaixo da água fresca que a fruta já estava quente, mais um bocado virava compota, e só foram para ai uns 20 minutos entre ter saído do mercado até aqui... (一。一;;)


Ainda fiquei de visitar o bairro de Trastevere, mas depois alonguei-me tanto no passeio que a dada altura não vali a pena voltar atrás para chegar novamente aqui... fica para uma próxima....


Ora aqui está, e só por isto, menos os figos, ficou-me perto de 6€, mas estava tudo muito bom, nada comparado com os figos, nunca comi nada assim, mas era boa, que rica fruta que era!


Aproveitei logo para encher a minha garrafa na fonte, como podem ver a garrafa fica logo com condensação, porque a água que sai das fontes em Roma é gelada, gelada mesmo, como se tivesse saído do frigorífico! Um regalo para o calor seco tão forte que estava naquele dia! Agora já tenho a minha garrafa de inox de meio litro que até mantém a temperatura muitas horas e leva mais do que estas, pois esta pouco rendia neste calor, e já perguntei na segurança do aeroporto se as garrafas de inox passam, e passam sim, desde que estejam vazias. Boa!

2 comentários:

  1. Olá, Lili!
    Já estive em Roma (em escala, vale?) e, não andei nos metros de lá e tão pouco vi a cidade. Mas já estive em outros países que o metro pareceu-me um tanto estranho. Estamos habituadas aos nossos que, quando vemos um, mesmo que seja mais pequeno, ficamos sem os entender! Mas, como se costuma dizer "Quem tem boca, vai a Roma!" e, ainda bem que aproveitaste a cidade :)
    Um beijinho grande



    http://tudosoblinhas.blogspot.com

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    1. E realmente é verdade, havia ruas em que eu estava sempre a ir ter por mais que estivesse em locais totalmente opostos, ia sempre parar àqueles locais! Em escala não conta, pelo menos um dia como eu fiz (por acaso foi dia e meio) mas valeu bem e deu para ver TUDO! Não parei um segundo, andei quilómetros e quilómetros, mas valeu bem! :D

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