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Cantar as Janeiras - Origem

O epílogo do ciclo festivo do Natal dá-se com a festa dos Reis que, segundo a Bíblia Sagrada, seriam Gaspar, Baltazar e Belchior, e que vieram do Oriente adorar o Messias, a quem ofereceram ouro, incenso e mirra, guiados pela luz de uma estrela até à gruta de Belém.

As Janeiras são também cantigas de boas-festas ao Menino Jesus e decorrem entre o Natal e os Reis. 
Não é fácil determinar a origem deste costume que leva grupos de músicos e cantores a percorrerem lugar após lugar, habitação após habitação, e a todos saudar com votos de prosperidade para o ano que se inicia. Janeiro, cujo nome provém do deus Jano, foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio, sucessor de Rómulo, personagem histórico-mítico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 753 a.C. As Janeiras surgem, pois, associadas a Janeiro, o mês que abre o ano. Jano ocupava um lugar muito importante na mitologia romana: o deus tutelar de todos os começos, rege tudo o que regressa ou que se fecha, é o patrono de todos os finais. 

Por tudo isto recebeu dos Romanos duas designações: Jano Patulcius - “aquele que abre”- e Jano Clusius- “aquele que encerra”-. Jano era invocado para afastar das casas os espíritos funestos e não podia deixar de ser invocado no mês de Janeiro.Em sua honra aproveitariam os romanos para se saudarem uns aos outros.

Tudo indica que as janeiras tenham origem nesses cultos pagãos, que o cristianismo não conseguiu apagar.

Em Portugal, cantar as Janeiras, é uma tradição que consiste na reunião de grupos que, cantando de porta em porta, desejam às pessoas um feliz ano novo.

Origem do Dia dos Reis


O Dia de Reis, que hoje se assinala, está associado ao bolo-rei e ao "cantar das janeiras" e põe fim às festividades de Natal e Ano Novo, tendo origem na Bíblia, o livro sagrado da Igreja Católica.

A bíblia não faz referência a "reis" mas a magos e também não diz quem eram, mas o tempo encarregou-se de afiançar que eram Belchior, Gaspar e Baltazar, que nalgumas culturas têm a mesma representatividade do que o "pai Natal", sendo as renas substituídas pelos camelos, nos quais os tais magos, diz a tradição, iriam montados.

O dia de Reis tem origem numa celebração religiosa baseada no relato contando que três Reis foram guiados por uma estrela para o local de nascimento de um novo Rei, destinado a mudar o mundo, e então dirigem-se a esse local com oferendas. Melchior levou ouro como reconhecimento de realeza do recém-nascido, considerando como um Rei, Gaspar oferece incenso como reconhecimento de divindade, achando-o um Deus, e Baltasar em reconhecimento da sua humanidade, e que representava simbolicamente a imortalidade, oferece-lhe mirra e considera-o como um Profeta. Este ato vem transformar Jesus num Rei, que sofre as vicissitudes conhecidas sendo realmente um rei do sofrimento, sendo que a cora final que lhe é colocada não é uma tradicional em ouro e símbolo do poder, mas uma cora de espinhos e de humilhação. Certo que a vida de Jesus deu origem a uma nova religião que rapidamente se propagou e foi perseguida e mais tarde valorizada e aproveitada. Os caminhos da Igreja com assunção do poder temporal só foram possíveis pela força e, naturalmente, pelas mentalidades da época.

Em alguns locais de Espanha deixam-se sapatos na janela durante a noite com erva para alimentar os camelos dos reis, um gesto premiado com doces no amanhecer de hoje. 

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