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Opinião: O Livro do Império | João Morgado

A saga de uma obra proscrita que louva os feitos do passado e denuncia a corrupção dos mais poderosos.
SINOPSE: Um manuscrito resgatado pela Inquisição para redenção de Portugal.
Século XVI. Os tempos gloriosos do império português chegam ao fim. O desejado rei D. Sebastião vive para os sonhos de glória. Cego à corrupção da nobreza que prospera aquém e além-mar, permite que a Inquisição imponha o obscurantismo, acusando e julgando as mentes mais iluminadas. Contra tudo e contra todos, um poeta-soldado caído em desgraça decide contar a história épica de um povo para o relembrar da grandeza de outrora e salientar o desvirtuamento do poder que se vive no reino. Mesmo sabendo que corre perigo de vida.
Como era a vida dos portugueses de então e como interagiam com os outros habitantes nos territórios além-mar do império? Com tantos inimigos no poder, como pôde ser publicada uma obra que era provocadora aos olhos da Corte e da Inquisição?
Quem melhor do que João Morgado para nos fazer recuar no tempo? Uma viagem única e envolvente aos dias escaldantes da Inquisição.

Poesia e Prosa de ... Luís Vaz de Camões

O tempo acaba o ano, o mês e a hora...

O tempo acaba o ano, o mês e a hora, 
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;

O tempo busca e acaba o onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.

O tempo o claro dia torna escuro
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grão bonança.

Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.
Luís Vaz de Camões

Amor é um fogo que arde sem se ver...