Ruas de Roma | Itália | Biblioteca Nazionale Centrale di Roma (1ªparte)

Ora aqui está, a segunda biblioteca estrangeira (a primeira foi em Pontevedra - Espanha) a que fui na vida, mas será a primeira que vou publicar aqui no blog, na cidade que era um dos meus maiores sonhos visitar! Aqui podem consultar o site da biblioteca.


Depois de apanhar o eléctrico, cheguei novamente a Termini, visto que daqui dá para ir a imensos locais de transportes públicos.


Este é o meu maravilhoso top de cavas de ganga - vocês não sabem, mas eu sou viciada em roupa de ganga! - cujos bolsos me deram imenso jeito para ter sempre à mão - e em segurança - os bilhetes de transporte e trocos, para não ter de estar a recorrer à mochila. Se puderem arranjem um parecido, pois dá bastante jeito nestas andanças! (ღゝ◡╹)ノ♡


O Palazzo Massimo é um dos quatro museus que formam o Museu Nacional Romano, um dos mais importantes do país. Possui uma das melhores colecções arqueológicas do mundo.



Como podem ver, agora que validei o bilhete, aparece ali a hora até que é válido, neste caso, foi validado às 09:35 e é válido até às 11:25.


Aqui já sou eu na rua onde o motorista disse para eu sair e andar sempre em frente, que assim dava logo com a biblioteca, foi uma viagem curta de eléctrico, nem 10 minutos foi, mas deu para desfrutar da vista junto à janela, e o motorista foi bem simpático!...




Ora aqui estamos!


E eu toda feliz da vida! Roma e bibliotecas? Estava no paraíso!

A Biblioteca Nazionale Centrale di Roma, em Roma, é uma das duas bibliotecas nacionais centrais da Itália, juntamente com a Biblioteca Nazionale Centrale di Firenze, em Florença. No total, existem 9 bibliotecas nacionais, das 46 bibliotecas estaduais.


A missão da biblioteca é colectar e preservar todas as publicações da Itália e obras estrangeiras mais importantes, especialmente aquelas relacionadas à Itália, (o que se chama fundo local) e disponibilizá-las a qualquer pessoa. Actualmente, a colecção inclui mais de 7.000.000 volumes impressos, 2.000 incunábulos, 25.000 cinquecentinos (livros do século 16), 8.000 manuscritos, 10.000 desenhos, 20.000 mapas e 1.342.154 brochuras.


A Biblioteca Nazionale Centrale di Roma foi inaugurada em 14 de Março de 1876 dentro do Collegio Romano, outrora sede da Bibliotheca Secreta dos jesuítas, que estabeleceu o núcleo inicial da nova biblioteca. Um século depois, a biblioteca mudou-se para o local actual. O edifício actual foi projectado pelos arquitectos Massimo Castellazzi, Tullio Dell'Anese e Annibale Vitellozzi e inaugurado em Janeiro de 1975.




Mal cheguei aqui à entrada, senti logo que estava outra vez a passar pela segurança do aeroporto, credo! (°o° ) Não imaginam o que tive de fazer para poder visitar a biblioteca! E sabem qual foi a parte mais difícil? É que nenhum funcionário falava bem inglês, muito menos português ou espanhol!


Dirigi-me ali à esquerda, ao posto de informação, e quando dei por mim estava a falar com três pessoas intercaladamente, a tentar explicar o motivo da minha visita, a pedir autorização para documentar e publicar no blog a visita, tudo isto em que, como já me estava a habituar, para me fazer entender tinha de usar uma mistura de inglês, italiano rasca, espanhol e linguagem gestual... (◔~◔) Mas havia um senhor que falava o básico dos básicos de inglês, foram imensamente simpáticos e lá me deram a informação que eu tinha de registar a minha visita no computador, inserir os meus dados - morada, identificação, nome, etc - para que me pudessem fazer um cartão de acesso... e que eu tinha de guardar tudo o que eu tinha comigo - menos o telemóvel que me deixaram levar para tirar fotos - nuns cacifos, numa sala que podem ver na foto abaixo.



A não ser que se já se tenha o cartão de leitor, tem de se fazer sempre este procedimento que eu fiz.


Então lá me meti eu a desenrascar a fazer o meu registo...


Depois voltei novamente às informações e deram-me este cartão.


Aqui guardei a minha mochila, até me deu jeito, para não ter de acartar com ela.



E lá fui eu, tive de passar o cartão de acesso num scanner para passar pela cancela, e depois fui rumo à descoberta!


Algumas secções que se podem visitar:
A Secção Romana foi fundada em 1903 por Domenico Gnoli, que dirigiu a Biblioteca Nacional Vittorio Emanuele II de Roma de 1881 a 1909. Gnoli queria identificar e documentar a cultura e a história de Roma, cidade que se tornou a capital da Itália em 1871, e em 1946 a capital da República Italiana. É uma colecção criada com o objectivo de dar a visão da cidade através dos seus monumentos representados e narrados durante a evolução e a história de Roma: portanto, descrições gerais e particulares de Roma, Mirabilia Urbis Romae - texto em latim extensivamente copiado e que serviu a gerações de peregrinos e turistas como guia da cidade de Roma - , guias, pontos de vista, testemunhos de viajantes, sem esquecer a colecção, entre as mais extensas, de plantas de diversos locais em Roma. Se o núcleo original da colecção era a Secção de Topografia Romana, hoje a colecção pretende documentar não apenas a imagem da cidade e as suas transformações urbanas, mas a vida cultural de Roma em todas as suas manifestações, incluindo o dialecto.

Os volumes da secção romana podem ser consultados na sala romana, no catálogo geral e no catálogo especial de cartões e no catálogo on-line (Opac) da Biblioteca Central Nacional de Roma. A colecção inclui documentos manuscritos e impressos: consiste em 4000 publicações monográficas e 2600 de desenhos e gravuras. Actualmente, o aumento do espólio deve-se ao depósito legal e à compra de obras antigas e modernas.

Em 1972, o Ministério da Educação adquiriu e confiou à Secção Romana a biblioteca e o arquivo de Ceccarius (Giuseppe Ceccarelli, 1889-1972), o ilustre romanista que juntou uma importante colecção que documenta a cultura romana da Séculos XIX e XX. A colecção de Ceccarius inclui cerca de 4000 volumes, alguns jornais de periódicos romanos, documentos históricos manuscritos e impressos, aos quais foram adicionados os documentos da sua actividade como jornalista e como membro de instituições públicas, culturais e administrativas, impressões e planos topográficos de Roma, uma preciosa miscelânea carregada de curiosidades e até de raridades reais, uma colecção de recortes impressos classificados por assunto e cerca de mil fotografias, algumas particularmente importantes porque documentam as transformações de Roma após a sua proclamação como capital do Itália.



A Biblioteca está dividida em várias secções, é como se tivesse vários departamentos, separados uns dos outros pelas paredes de vidros e cada secção é referente a uma área de estudo diferente...



O cheiro a biblioteca é inconfundível e igual em todas! ♥ヽ(ˆ⌣ˆ)ヾ




Excelentes instalações!




Em todas as bibliotecas o sistema é o mesmo, se tirarem um livro da prateleira, NUNCA o voltem a meter no sítio, nem que saibam o exacto e preciso e milimétrico local onde ele estava, não importa! Acreditem, é muito importante não voltarem a colocar na estante e meterem antes nestes carrinhos, porque se calha, de sem querer, arrumarem mal, depois as funcionárias para darem com ele é um pesadelo, pois o sistema de catalogação é muito específico e se estiverem todos no lugar respectivo, as bibliotecárias quando forem à procura dele através do - no caso do nosso país - CDU - Classificação Decimal Universal encontram-no logo.



Riquíssima em luz natural!










Periódicos: A colecção é composta por cerca de 50.000 periódicos, dos quais cerca de 15.000 são actuais. O aumento deve-se principalmente à lei do depósito obrigatório de material impresso, mas também à política de compras, doações e às trocas entre bibliotecas e institutos culturais italianos e estrangeiros. Actualmente, a colecção está dividida em 27 colecções ou secções com locais relativos, que contêm:
  • Jornais e revistas dos séculos XVII-XIX
  • Periódicos actuais
  • Periódicos de academias e outras instituições culturais italianas e estrangeiras
  • Periódicos em línguas estrangeiras: francês, inglês, alemão etc.
  • Periódicos literários do século XX recebidos dos Fundos Falqui e Petrucciani
  • Periódicos e almanaques romanos do Fundo Ceccarius
  • Periódicos e bibliografias em formato não papel: CD-Rom, DVD, microfilme, microficha, cassetes de áudio, videocassetes etc.
  • Jornais electrónicos e bancos de dados on-line
  • Almanaques e anuários
  • Banda desenhada e outras publicações de lazer




Esta biblioteca tem imensas tomadas para podermos ligar os nossos aparelhos electrónicos, até as mesas mais antigas estão assim equipadas...





Podemos vir cá fora apanhar ar...








O fundo de cartografia inclui uma rica herança de mapas, antigos e modernos, e é configurado independentemente das representações cartográficas contidas nos manuscritos e nos preciosos atlas antigos que fazem parte dos fundos históricos da biblioteca, dos quais mantiveram a sua localização. A parte antiga do fundo de cartografia inclui, além de alguns mapas náuticos manuscritos dos séculos XV-XVII de considerável valor, também 10 globos celestes, manuscritos e impressos, um astrolábio árabe do século XVI e um estojo de couro do século XVII.

Na zona moderna, que actualmente inclui cerca de 21.000 mapas geográficos, estão presentes também as colecções dos órgãos cartográficos oficiais do Estado e de alguns institutos cartográficos privados. O conjunto dessas colecções permite oferecer uma visão completa da produção cartográfica italiana, desde as suas origens até aos dias de hoje.



Como podem ver, estas belíssimas mesas também têm tomadas...




Para tornar os seus documentos acessíveis a um número crescente de leitores, a Biblioteca lançou vários projectos de digitalização em colaboração com parceiros externos (por exemplo, Google Livros), podem consultar online.


Ali ao fundo é um posto de leitura adaptado aos invisuais ou quem tenha dificuldade em ler letras pequenas, com vários computadores devidamente equipados com programas leitores de ecrã, linha braille, scanner e OCR; O leitor de ecrã é um software que captura o texto que está no ecrã do computador e o envia para um sintetizador de voz, para ser falado. Assim, uma pessoa cega pode usar o computador porque a informação escrita no ecrã é convertida para voz. Em complemento, o texto pode também ser enviado para uma Linha Braille.

O NVDA (NonVisual Desktop Access) é um leitor de ecrã gratuito que permite que as pessoas cegas ou com baixa visão acentuada usem computadores. O software faz a leitura do texto no ecrã através de voz. O utilizador pode seleccionar a parte do texto que deseja ouvir, movendo o cursor para a área do texto que prefere, através do rato ou das setas do teclado. O NVDA também pode converter o texto em braille se o utilizador possuir uma "Linha Braille".  O NVDA facilita o acesso à educação e emprego para muitas pessoas cegas ou com baixa visão acentuada. Também torna real o acesso a redes sociais, compras on-line, bancos e notícias.

OCR é um acrónimo para o inglês Optical Character Recognition, é uma tecnologia para reconhecer caracteres a partir de um arquivo de imagem ou mapa de bits sejam eles escaneados, escritos a mão, dactilografados ou impressos. Dessa forma, através do OCR é possível obter um arquivo de texto editável por um computador.








Alguns dos sites onde fui procurar informação histórica:
wikipédia
www.bncrm.beniculturali.it/
www.sertec.pt/index.php/produtos/software/leitores-de-ecra

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3 comentários:

  1. O teu artigo está muito fixe. Muito promenorizado . A biblioteca é muito gira!

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    Respostas
    1. Correção: pormenorizado... Ai ai..

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    2. Muito obrigada!! :D E que tal os posts das ruas de Roma? ;)

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