Opinião: Pura raiva | Cara Hunter

UMA RAPARIGA É RAPTADA NAS RUAS DE OXFORD. MAS ESTE É UM RAPTO DIFERENTE, PARA O INSPETOR FAWLEY.
SINOPSE: Uma adolescente é encontrada a vaguear pelos arredores de Oxford, desorientada e angustiada. A história que Faith Appleford conta é assustadora: amarraram-lhe um saco de plástico na cabeça e levaram-na para um local isolado. Por milagre, sobreviveu. Mesmo assim, recusa-se a apresentar queixa.

O Inspetor Fawley investiga, mas há pouco que ele possa fazer sem a cooperação de Faith, que parece esconder alguma coisa. Mas o quê? E porque será que Fawley continua com a sensação de que já viu um caso como este?

Quando outra rapariga desaparece, Adam Fawley não tem escolha e tem mesmo de enfrentar o seu passado.

Ai, ai, ai, ai, ai, Cara Hunter, que consegues fazer sempre com que quase roa as unhas com os nervos do suspense durante a leitura!

Até agora, os livros da Cara Hunter conseguiram sempre mexer com os meus nervos, como só um excelente thriller consegue fazer, por isto e muito mais ela é a minha autora de thrillers preferida de sempre!

No entanto, como já estou a ficar familiarizada com a sua forma tão especifica de criar personagens muito complexas e o facto de nem tudo ser o que parece, no primeiro e segundo livro apanhou-me COMPLETAMENTE desprevenida quanto aos culpados e quanto ao objectivo final do enredo. Com o terceiro e este quarto livro eu já consegui reduzir a minha lista de suspeitos a 3, e pelo menos um/a deles/as confirma-se sempre, mas mesmo assim a intriga que está por detrás, o como e o porquê e o final consegue arrebatar-me sempre!




Outro aspecto que aprecio sobremaneira nos livros desta autora, é do esmagador realismo que confere à narrativa: com imagens de mapas, excertos de SMS, chats, redes sociais, nomes de séries reais e actuais, por exemplo: fala de uma série que eu já vi, «Making a Murderer», a forma como explora a intrinsecidade humana com um realismo soberbo, por exemplo: as mensagens de apoio ou ofensivas que vão correndo nas redes sociais de pessoas que adoram comentar os desastres dos outros, as que comentam as notícias, os negacionistas, sexistas, machistas, racistas, os que falam sem conhecimento de causa mas têm sempre algo para dizer, os juízes de sofá do dia-a-dia de qualquer pessoa com acesso às redes sociais já está a ficar - infelizmente - habituada.

Ou seja, a pura estupidez humana em todo o seu esplendor,  como também explora a humanidade - e desumanidade - dos culpados, dos inocentes, dos polícias, das testemunhas, ou seja: todas as personagens são incrivelmente realistas, podíamos ser nós, os nossos familiares, amigos ou o nosso vizinho do lado.

A dada altura a narrativa deste livro explora a temática do femicídio, que me fez lembrar imenso esta minha leitura: «Femicídio de Pascal Engman», tanto que pensei que a narrativa do Pura Raiva se ia ficar por ali, mas não... dá voltas e reviravoltas e mais voltas e voltas e reviravoltas, parecendo uma máquina de lavar roupa a centrifugar no máximo!

Apesar de cada livro ter uma história diferente, cada vez mais a Cara Hunter está a explorar a história de vida dos seus inspectores, responsáveis máximos e subalternos, portanto, apesar de podermos ler os livros sem ordem, que não vai interferir com a maior carga do trama e suspense, a nível de drama pessoal destas personagens habituais, para não ficarmos sem saber o que se passou antes e sabermos o porquê de determinado acontecimento estar a ocorrer no presente - se bem que a autora resume sempre um pouco - acredito que é mais pertinente ler os livros por ordem, para não se perder o fio à meada de nada, e essa ordem até agora é esta:
Quero mais, quero mais, quero mais, Cara Hunter, quero mais!!

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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