Ruas de Óbidos | Folio 2018 | Eventos, literatura de cordel e uma igreja-livraria!


Após o almoço normalmente em todos os festivais literários a que vou é que começa a loucura, são imensas actividades a acontecer ao mesmo tempo, chega a ser frustrante especialmente quando há duas a que quero ir a acontecer à mesma hora e tenho de optar por uma, mas mesmo assim consigo sempre aproveitar ao máximo! ( ✪ワ✪)ノʸᵉᵃʰᵎ






Voltei novamente ao Espaço Delta na Galeria Nova Ogiva - a forma como estava tudo bem localizado para ser logo identificado, seja a pedir indicações ou pelo mapa é fantástico! Aqui decorreu o Workshop sobre Livros de Cordel com o José Santos e Alexandre de Sousa, nunca tinha dado especial atenção à literatura de cordel, para mim a definição de "romance de cordel" é algo muito básico, mas não é bem assim, há um mundo de história e interesse por detrás da literatura de cordel, e a forma como o José Santos - camisa colorida - falou com grande entusiasmo deste conceito foi fascinante!


José Santos é escritor, com obras para o público infantojuvenil. Formou-se em comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Escreveu mais de trinta títulos e pela SESI-SP Editora, lançou, em 2013, o livro Matinta Pereira, em cordel. Sobre desporto, já publicou: Show de bola, Almanaque da Bola, Futebolíada e A divina jogada – os dois últimos são adaptações dos clássicos «A Ilíada», de Homero, e «A divina comédia», de Dante Alighieri. Trabalhou com importantes ilustradores, como Alcy, Eliardo França, Guazzelli, Jô Oliveira e Maurício de Sousa. Acredita que o desporto e a literatura podem estar juntos, seja no campo ou na sala de aula.


A expressão literatura de cordel provém da forma como os livros populares eram antigamente expostos para venda: eram pendurados num cordel à porta das tipografias e livrarias. A designação aplica-se a um vasto conjunto de folhetos, de estilo e tema diversificados, em geral anteriores ao século XIX (altura em que a cultura de massas estava a nascer, uma vez que a imprensa estava vulgarizada e havia cada vez mais pessoas a saber ler) e anónimos. São textos pouco valorizados enquanto literatura. No entanto, têm por vezes grande interesse cultural, pois eram produzidos e consumidos em grandes quantidades e revelam os valores da sociedade da época de uma forma que, em certo sentido, tem maior valor histórico (porque são textos menos pessoais) do que os textos literários.

Esses folhetos abordavam diversos assuntos: tanto falavam de situações que se tinham realmente passado, tratando-as de forma romanceada ou satírica, como contavam histórias de gosto popular ou totalmente fantasiosas. Desta maneira, ora serviam para ilustrar e informar, ora para entreter e divertir, ora ainda para atacar e defender causas e personalidades públicas.
No nosso país, Teófilo Braga foi um dos que consideraram os livros populares uma literatura especial, de grande importância étnica e histórica, contribuindo para a sua divulgação. Também noutros países, como a Espanha, a Inglaterra e a França, onde este género foi muito abundante, houve pessoas que, ainda no século XIX, compreenderam o interesse etnográfico da literatura de cordel e se dedicaram ao seu estudo. In Infopédia




Este senhor de polo azul é o escritor obidense Alexandre de Sousa, que é um autor que participa em projectos muito interessantes, podem ver aqui, e tem um romance histórico sobre Óbidos que hei-de ler. Tal como o José, expressa-se com uma brutal paixão pela literatura e os seus diversos formatos!




literatura de cordel...



Adorei especialmente este, eu cresci a ler A Turma da Mônica! ♡✧( ु•⌄• )




Feira do Livro Raro e Antigo - Rua Porta da Vila








Depois, fui até à Livraria da Adega para um debate com o tema: Do orgulho e do preconceito no feminino com as autoras Jami Attenberg e Cristina Carvalho e com a moderação de Afonso Borges do projecto: “Sempre um Papo”.








Ao contrário da outra livraria/mercado, estes livros estavam todos impecáveis, as caixas tratadas, tudo fantástico!




Foi um debate muito interessante, em inglês, no entanto entre as duas autoras, a americana ou a portuguesa, só pude concordar com a Jami Attenberg que estava a favor do feminismo, e com tristeza vi que a autora Cristina Carvalho - nacional - é demasiado... retrógrada para a minha aceitação, anti-feminista, de facto, pelo que eu vi e ouvi ali à minha frente, é uma autora machista, e se há coisa que eu não consigo assimilar é uma mulher machista, carregada de ideias pré-concebidas e notou-se bem que não gosta de ser contrariada ou aceitar outras ideias... Houve aqui debate bem acesso, já a autora Jami Attenberg foi o total oposto, adorei-a e na minha lista de futuras leituras ficou o seu livro da  «Quase Adulta»!







A Igreja de Santiago, templo iniciado no século XII e um dos edifícios mais emblemáticos da vila, é agora a Grande Livraria de Santiago.
Situada dentro das muralhas da vila, na Cerca Velha, junto à entrada do castelo, neste espaço pode encontrar além de uma grande variedade de Livros, projeção de filmes, debates, lançamento de livros e exposições ou tomar um chá ou um café.
Este é um exemplo de reabilitação urbana e do património através de conceitos de criatividade e inovação, neste caso ligados à literatura e aos livros, que permite acreditar no desenvolvimento e preservação de áreas de baixa densidade populacional através de conceitos não convencionais. Site






































Aqui vim assistir à Conversa com os Vencedores do Prémio Sesc: Lúcia Bettencourt, Alexandre M. Rodrigues e José Almeida Jr. com a moderação: Fred Giraut e organização da Sesc (Brasil).

Sobre o Sesc: Criar oportunidades para que pessoas desenvolvam todo o seu potencial, por meio do acesso à cultura, educação, saúde, esporte, lazer e assistência, é o que o Sesc faz diariamente, em todo o país, ao longo de mais de 7 décadas. São mais de 580 unidades dedicadas a oferecer serviços e ações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros, em especial dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo.

O Sesc, Serviço Social do Comércio, surgiu do compromisso de empresários deste setor em colaborar com o cenário social, por meio de ações que proporcionassem melhores condições de vida a seus empregados e familiares e o desenvolvimento das comunidades onde vivem.

Sua presença nacional possibilita estar sempre sintonizado com o público, atendendo às demandas conforme as características de cada localidade. Além das unidades situadas nas principais cidades do Brasil e em municípios do interior, o Sesc estende sua ação por meio de unidades móveis.

Em toda as nossas ações, a formação de cidadãos mais plenos e participantes da vida do país é o que inspira os quase 36 mil funcionários do Sesc.A diversidade do brasileiro e a imensidão do país se reflete em sua atuação.






Depois desloquei-me até à presentação do livro: Pão de Açúcar, de Afonso Reis Cabral com Catarina Marques Rodrigues (RTP) na Pousada da Vila, desde este dia que tenho esta leitura pendente, a apresentação foi incrível, muito interessante e estou muito curiosa com esta leitura!





Aqui já me sentia bem cansada, que nestas andanças não paro um segundo, mas sinto-me tão realizada! Já tenho saudades destes tempos...

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