Opinião: Siddhartha - Um poema indiano | Hermann Hesse

SINOPSE: Siddhartha, filho de um brâmane, nasceu na Índia no século VI a.C. Passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra. Na sua longa viagem existencial, Siddhartha experimenta de tudo, usufruindo tanto as maravilhas do sexo, quanto o jejum absoluto. Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir «o caminho do meio», libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a paz interior. Em páginas de rara beleza, Siddhartha descreve sensações e impressões como raramente se consegue. Lê-lo é deixar-se fluir como o rio onde Siddhartha aprende que o importante é saber escutar com perfeição.

Eu compreendo, juro que compreendo o motivo de tanta gente ter gostado deste livro, o fascínio que origina, eu sou absolutamente fascinada por tudo o que seja leituras introspectivas, e esta é das leituras mais introspectivas que já li, mas.... mas.... mas........... que livro tão lentooooooo... vira, revira e volta ao mesmo, é uma boa história, uma boa narrativa também, mas custou-me horrores terminar a leitura, levei imenso tempo, esta foi mais uma leitura entre leituras do que outra coisa, lia um par de páginas aqui e ali....

Verdade seja dita que é introspectivo, profundo, emocionante, sim, mas é mesmo um livro para saborear, gota a gota, e eu estou numa fase da minha vida em que só consigo devorar os livros, e bem que preciso deste tipo de introspecção e calmaria na minha vida, na minha alma, mas não tenho essa capacidade neste momento....




Quem sabe um dia não voltarei a reler, mais tarde, quando eu tiver um espírito menos irrequieto, porque até gostei da história do Siddhartha, gostei da crítica social, gostei da sua evolução e introspectividade, mas as partes mais paradas entre a acção desgastaram-me, fez-me lembrar imenso a leitura do livro «As Velas Ardem Até ao Fim» de Sándor Márai, outro livro carregado de boa crítica social e introspectividade, mas tão, tão, tão lento....

Não me arrependo nada de o ter lido, a profundidade inquietante da narrativa compensa as partes mais paradas que se arrastam como se fosse areia movediça, ler este livro é como meditar, é verdadeiramente fascinante, mas de momento vou-me virar para leituras mais vertiginosas.

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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