Opinião: 36 Perguntas que me Fizeram Gostar de Ti | Vicki Grant

Inspirado num estudo real, popularizado pela coluna «Modern Love», do New York Times
SINOPSE: Hildy e Paul, dois jovens que nada têm em comum, nem mesmo as suas razões para participar no estudo de psicologia em que se inscrevem. No caso de Paul, a motivação são os 40 dólares, no caso de Hildy são razões muito mais complexas, como toda a sua natureza humana.

O estudo pretende dar resposta a uma simples questão: Pode o amor ser provocado entre duas pessoas que não se conhecem?

Hildy e Paul têm de fazer 36 perguntas um ao outro, desde «Qual é a sua pior recordação?» até «Quando cantou para si pela última vez?».
Até chegarem ao fim do questionário, passam por muitos momentos constrangedores, alguns felizes, outros de sofrimento, mas também descobrem os segredos mais dolorosos que cada um tentava esconder.

Mas será que se apaixonaram?

Eis uma leitura envolvente, carregada de humor e drama, muito ao estilo jovem adulto, adorei, é um carrocel de emoções: aborda questão de homossexualidade, muito drama familiar, amizade, traição, amor, a vida... chega mesmo a ser bastante introspectivo, eu ouvi falar deste estudo pela primeira vez num episódio de «A Teoria do Big Bang», na série, o Sheldon e a Penny chegam a fazer este desafio, 36 perguntas um ao outro e no final olharem-se durante quatro minutos interruptamente. 

Não se apaixonaram, mas ficaram ainda mais ligados um ao outro, o que eu acho normal, estas questões são profundas e intimas, quando partilhamos parte da nossa história e essência com alguém, mesmo que seja alguém aleatório, criamos empatia com essa pessoa, e vai nascer dali uma relação, não obrigatoriamente amor, claro, mas nasce sempre uma ligação, por isso temos cada vez mais amigos virtuais, pessoas que nunca vimos na vida mas ganhamos uma profunda empatia, eu tenho algumas amizades assim, amizades essas que agora são ainda mais fortes após o primeiro encontro, e normalmente quando me encontro com pessoas que considero amigas mesmo sem nunca as ter visto, quando nos encontramos é como se nos conhecêssemos desde sempre... e tudo graças ao poder das palavras, da partilha mútua, da sinceridade.

É um livro que se lê de um folego, grande parte é uma troca de diálogos, por isso ainda mais rápido é o virar das páginas, é daquelas histórias que ficam connosco durante uns tempos mesmo após o término da leitura, que nos faz pensar e reflectir na nossa própria vida, e que tanto lemos com o coração nas mãos como com um sorriso nos lábios...

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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