Opinião: Fernão de Magalhães e a Ave-do-Paraíso | João Morgado

Romance histórico que encerra a Trilogia dos Navegantes
SINOPSE: O romancista João Morgado, com o apoio científico do historiador José Manuel Garcia, apresenta-nos, no ano em que se comemoram os 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, um romance inovador em que a ficção e a História se entrelaçam harmoniosamente e que permite ao leitor descobrir a vida intensa de Fernão de Magalhães, numa viagem no tempo, com a segurança de que, ao segui-la passo-a-passo, encontrará o que de mais verosímil se conhece sobre esta viagem histórica e sobre este homem que marcou a história da Humanidade.


Ora, aqui está o meu livro-afilhado, como quem segue o blog e a página facebook saberá, fui eu quem apresentou estes dois autores deste livro, o João Morgado e o José Garcia, na Feira do Livro de Lisboa do ano passado, foi tudo um rol de coincidências, e eu estar no local certo à hora certa,... tinha acabado de estar com o João no Espaço Leya, sendo que ele é um dos meus autores nacionais preferidos, e o livro que mais gostei até ao momento dele foi o "Índias",  fui lá visitá-lo, e depois, ao lado de um outro autor que que fui ver, no espaço da Esfera dos Livros, estava o José Garcia, que eu não conhecia ainda, e vi que ele tinha um enorme livro histórico sobre Afonso de Albuquerque, ao que eu o questionei se alguma vez pensaria tornar aquele enchumaço de história/datas/factos num romance, para pessoas como eu que preferem aprender a história num tom romanceado, ao que ele me responde que gostaria muito, mas não tinha imaginação para tal, ao que eu disse: «não seja por isso, ali mesmo no outro lado da feira está o meu romancista da época dos descobrimentos português preferido, o João Morgado, o José tem os factos históricos, ele tem toda a imaginação, vamos a isso!» e  assim nasceu este livro! 

Não acreditei sinceramente que pudesse acontecer, mas aqui está ele! Não sobre o Afonso de Albuquerque, mas sobre uma personagem fascinante que ambos escolheram, para comemorar neste ano de 2019 os 500 anos da circum-navegação de Fernão Magalhães!

Ora, nunca foi uma personagem que me tivesse cativado por ai além, o Fernão Magalhães, especialmente devido à questão de ser considerado um traidor à pátria, no entanto, como sempre e apenas como o João consegue fazer, ele ressuscita Fernão Magalhães neste livro, de uma forma muito humana, realista, emotiva, sentimental e historicamente correcta, a atribulada vida deste nosso português!

Sabiam que a origem da palavra que usamos: "maluco", vem desta sua viagem às ilhas Molucas, também conhecidas como Ilha das Especiarias? Especiarias essas que eram colhidas e depois eram vendidas a preços exorbitantes, surgindo a expressão, após serem apresentados os preços das ditas cujas "deves estar é maluco"...? E que foi graças a Fernão que as Filipinas foram a primeira nação cristã no Oriente? Estas e muitas mais curiosidades e factos históricos fascinantes contidos neste livro, além da parte que eu mais gosto, que é estarmos a ler quase como se fosse em 4D, pois o João escreve de uma forma que nos faz sentir tudo, as emoções, as dores, as alegrias, até mesmo os cheiros, a maresia, o frio, o calor, a fome, a sede, as rebeliões, o medo, tudo!

Numa escrita rica e humana, despida de pieguice e "embelezamento", realista e dura, com diálogos da época em várias línguas (traduzidas em rodapé), alguns diálogos esses tal como foram registados na época por um escritor italiano, Antonio Pigafetta, que escreveu um diário completo de toda a viagem, mais uma vez, ao ler um romance histórico escrito pelo João Morgado, senti-me a viver a história, e senti a história viva dentro de mim...


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