Opinião: Desobediência Civil | Henry David Thoreau

“As leis injustas existem. Devemos contentar-nos com obedecer-lhes ou devemos esforçar-nos por as emendar?”
SINOPSE: Neste ensaio, de 1849, Henry David Thoreau defende que não devemos permitir que os governos controlem a nossa consciência e muito menos que nos tornem agentes de injustiça. Para Thoreau, a «desobediência civil» é uma forma de luta legítima e pacífica contra a opressão e os atropelos a que estão sujeitos os mais fracos.

Nascidas em oposição à guerra e às leis esclavagistas da época, as ideias de Thoreau acabaram por inspirar nomes incontornáveis da história, como Gandhi e Martin Luther King, e batalhas que trouxeram mais liberdade e igualdade aos dias de hoje, como os movimentos sufragistas ou pelos direitos civis.

Mais de um século após a sua edição original e numa época em que grassam a violência, o racismo, a xenofobia e as injustiças, poucos clássicos e poucos ideais poderiam fazer tanto sentido como este Desobediência Civil.

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Bem... já estava com esta opinião há uns tempos aqui em rascunho, e parece que mais do que nunca é precisamente agora a altura certa para a publicar, tendo em consideração os dias que vivemos... 

Já não nos bastava a pandemia - fora o resto -, como agora a guerra causada pelo Putin ao tentar ocupar a Ucrânia, algo que com o qual temos um enorme contacto indirecto todos os dias através das redes sociais e comunicação social, como já nos está a afectar directamente no dia a dia - especialmente financeiramente.

A humanidade não aprende com a história... Este livro, apesar de ter sido escrito em 1849 ainda é bastante actual, as injustiças políticas e sociais pouco mudaram.

No entanto, temos de ter cuidado com a interpretação de certos livros. Este livro, por exemplo, para mentes mais fechadas pode ser uma ode à anarquia, e não é disso que se trata. Trata-se de velarmos pelos nossos direitos, sem deixarmos de ser unidos. Um povo. Uma espécie. Humanos.

A liberdade de um termina quando a de outro começa, temos de ter sempre isso em consideração, a verdadeira luta é lutarmos pelos direitos de todos, e não cair no egocentrismo.




Nunca pensei que em pleno 2022 ainda pudesse acontecer uma guerra como esta na Europa, que em pleno 2022 ainda existisse imperialismo, ditaduras, tantas guerras pelo mundo fora, não me lembro de alguma vez ter vivido num mundo sem haver alguma guerra nalgum lado, onde quem sofre mais são sempre os mesmos, o povo, enquanto que quem provoca as guerras enche os bolsos e o ego...

Ainda hoje disse na brincadeira, algo para mim básico, da boca para fora: "a vida é minha é faço com ela o que eu quiser".... mal o disse senti um baque no coração ao tomar consciência da incrível riqueza que esta minha liberdade significa. O que não falta no mundo são pessoas, especialmente mulheres, completamente oprimidas....

Por incrível que pareça, quem está a praticar activamente a ideologia deste livro é precisamente o povo russo, os supostos agressores! Claro que o correcto seria dizer: "A guerra de Putin contra a Ucrânia" e não a guerra da Rússia com a Ucrânia, e o povo russo, ao praticar a desobediência civil, ao arriscarem a sua vida nas manifestações e em actos de absoluta coragem contra o Kremlin, mostram a importância de todos nós, o POVO, jamais permitirmos que um governo que sustentamos nos oprima!
👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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