Opinião: Pónei | R. J. Palacio

O amor é uma viagem sem fim.
SINOPSE: Silas, de doze anos, é acordado a meio da noite por três cavaleiros, umas visitas inesperadas que chegam para lhe levar o pai. O menino fica abalado, assustado e sozinho, salvo pela presença do seu companheiro Mittenwool... que, por acaso, é um fantasma. Mas quando um pónei lhe aparece à porta, Silas percebe o que tem de fazer.

Inicia uma viagem perigosa através de uma vasta paisagem americana com o objetivo de encontrar o pai - uma jornada que o vai ligar ao passado e ao futuro, e aos mistérios incompreensíveis do mundo que o rodeia.

R. J. Palacio conta-nos uma história sublime e emocionante sobre o poder do amor e dos laços que nos unem ao longo do tempo e da distância. Este é um daqueles raros livros para leitores de todas as idades que contém em si o potencial de se vir a tornar um clássico moderno.

Esta é uma das histórias mais bonitas que já li, e não haja dúvida de que é mesmo uma daquelas narrativas que são perfeitamente aptas para miúdos e graúdos, pois está escrito de uma forma que tanto vai agradar os mais novos como aos adultos que adorem um bom drama familiar, muita aventura e um toque de sobrenatural. Mas também sobre os mistérios da vida, os laços que nos unem, a verdadeira amizade sob várias formas, o amor à arte da fotografia, o horrível crime de contrafacção e muito mais num livro que devorei em poucas horas!

A autora menciona a história de Telémaco, filho de Ulisses. Ulisses viu-se vítima da fúria dos Deuses, condenado a vaguear pelo mundo, sem nunca encontrar o caminho de regresso a sua casa, em Ítaca. Então, passados vinte anos, Telémaco vai à procura do pai, para o trazer de volta para casa.

E dentro dessa premissa, Silas vai à procura do pai por terrenos selvagens do centro-oeste dos EUA, o ano da narrativa situa-se nos anos 1860, um ano antes da Guerra Civil Americana. A forma como a autora consegue transcrever a emoção de viver naqueles tempos é arrepiante, sentimos mesmo que estamos a viver a história, ler este livro é viver uma experiência cinematográfica! 





Antes de cada capitulo, a autora inseriu daguerreótipos e ambrótipos - fotografias antigas - muito curiosas, fotos essas de pessoas que serviram de inspiração para as personagens que vamos encontrar na narrativa. Absolutamente fascinante! E eu de daguerreótipos e ambrótipos nada sabia, para mim uma fotografia impressa é uma simples foto impressa, mas não... há toda uma arte e história incrível por trás que a autora explora um pouco, sendo o pai de Silas um aficionado da fotografia.

Eis uma história da qual nunca me vou esquecer, e espero sinceramente um dia a poder ver no grande ecrã.

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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