Opinião: Conversas com a Minha Gata | Eduardo Jauregui

SINOPSE: Em vésperas do seu 40.º aniversário, Sara Léon, uma espanhola emigrante em Londres, dá-se conta de que não é uma mulher feliz. O trabalho na empresa já não a entusiasma. A relação com Joáquin está próxima do fim. Em Espanha, a crise económica afeta de forma irreversível a sua família. E como se isto não bastasse eis que entra na sua vida, através de uma janela, Sibila, uma elegante e misteriosa gata abissínia falante que prova conhecer mais sobre a vida de Sara do que a própria.

De olhar penetrante, um sentido de humor peculiar e uma sabedoria milenar, Sibila dispõe-se a ajudar Sara a enfrentar os desafios e a acreditar novamente nos seus sonhos. Contudo, há um problema: Sara receia que Sibila não seja mais do que um sintoma precoce de perturbação mental. Desde quando é que os gatos falam? Há muitos caminhos para chegar à felicidade, mas os gatos conhecem todos os atalhos.


Esta narrativa é um autêntico antidepressivo em forma de livro, aborda questões como a depressão, drama familiar, pressão social, traição, imigração, crise económica, e a esmagadora sensação de que deixámos de ter espaço no mundo, a sensação de já que já não pertencemos a lado nenhum, ...

Mas no meio de tudo isto, aparece uma gata atrevida que "fala", dá conselhos e nos arrebata com a sua capacidade introspectiva de ver e viver a vida, e lá introspectiva é esta narrativa, e repleta de humor, uma espécie de comédia romântica tragicómica, felizmente nada lamechas e sem dúvida nenhuma que a minha personagem preferida desta história é a Sibila. 




Há outras personagens e histórias de vida que se entrecruzam na história da personagem principal, Sara, uma mulher como tantas outras e tantas de nós, que se vê a entrar na sua quarta década de existência e nada é como pensava que seria por essa altura, e toda a sua vida dá uma volta de 180 graus, tendo de reconstruir tudo de novo, e isso é outra lição que este livro ensina, no meio de outras: nunca é tarde demais para recomeçar!

E há sempre, sempre, sempre vidas muito piores do que a nossa, e apesar de "com a dor dos outros vivermos nós bem" - apesar de eu não gostar deste dito - sinto-me grata por tudo o que tenho, considerando que há quem nada tenha. Volta e meia esqueço-me das lições que eu própria já aprendi por mim, que este livro reforça, que o stress do dia-a-dia faz esquecer, como o famoso: Carpe Diem, respirar como deve de ser, viver a vida, aproveitar todos os dias, desligarmos-mos de tudo e aproveitar a natureza e a nossa própria companhia...

Uma leitura que é uma companhia aconchegante, muito introspectiva, carregada de humor e drama, é uma bela leitura para ler e reler que especialmente quem gosta de gatos, vai adorar!

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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