Opinião: Mulheres da Minha Alma | Isabel Allende

«Cada ano vivido e cada ruga contam a minha história.»

Isabel Allende percorre os labirintos da memória e oferece-nos um emocionante testemunho sobre a sua relação com o feminismo e a sua condição de mulher.
SINOPSE: Em Mulheres da minha alma, a autora chilena convida-nos a acompanhá-la nesta emocionante viagem, em que revisita a sua ligação ao feminismo, desde a infância até aos dias de hoje. Recorda algumas mulheres incontornáveis na sua vida: Panchita, Paula e a agente Carmen Balcells, cuja ausência chora ainda hoje; escritoras de nomeada como Margaret Atwood; jovens artistas que trazem na pele a rebeldia das novas gerações; mulheres anónimas que sofreram na pele a violência de género e, com dignidade e coragem, se levantam e avançam. Todas elas a inspiram e a acompanham ao longo da vida: as mulheres da sua alma.

Reflete, ainda, sobre as mais recentes lutas sociais, nomeadamente as revoltas no seu país de origem e, claro, sobre este novo contexto que o mundo atravessa com a pandemia. Tudo isto sem deixar de manifestar a sua inconfundível paixão pela vida e a sua crença em que, independentemente da idade, há sempre tempo para o amor.

Esta leitura foi a minha estreia com esta autora de renome, e que eu já estava para ler há tanto tempo, mas calhou ser este o livro com o qual me fui estrear, e que livro este, senhores e senhoras, que livro este!

Cru, honesto, literal e figurativamente um "livro aberto" da vida e sentimentos da autora, e um dos melhores livros sobre a temática feminismo que já li, sem filtros nem tabus, ler este livro é levar vários murros e pontapés no estômago, é uma leitura apta tanto para homens como para mulheres, transmite de uma forma resumida mas intensa sobre as injustiças misóginas e patriarcas que a nossa sociedade vive e é subjugada já há demasiado tempo.

E isto tem de mudar, a sociedade tem de mudar, os humanos têm de ser mais humanos e não pode continuar a haver todo o tipo de segregações nos tempos em que vivemos hoje, evoluídos como supostamente somos - e só não somos mais, devido ao facto de o cristianismo patriarcal nos ter feito o "favor" de nos atirar para a idade das trevas durante tanto tempo -, mas isso é outra temática que dá muito pano para mangas...





Allende não fala só de questões de feminismo e misoginia, mas de várias formas de descriminação a que a humanidade é sujeita, racismo, xenofobia, maus tratos a idosos, violação dos direitos das crianças, todo o tipo de descriminação e mais algum, em várias partes do mundo, e pelo meio vai abrindo o seu coração e contando partes da sua história e experiências que viveu e viu em primeira mão.

É um excelente livro para quem se quiser estrear na temática da leitura feminista, pois aborda imensos temas pertinentes, que nos fazem pensar e tirar as nossas próprias conclusões, e se lê de uma forma tão simples e fluída como se de um romance se tratasse, foi uma leitura extremamente emocionante e viciante, e agora quero deitar a mão a tudo o que seja livros desta autora, fiquei verdadeiramente fã!

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

2 comentários:

  1. Já sabes que sou muito fã da Isabel, embora ainda não tenha lido este, e a tua opinião deixou-me com muita curiosidade ;)
    Beijinhos**

    Não Digas Nada a Ninguém

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