Opinião: O Segredo dos Pássaros | João Morgado

O "25 de Abril" visto pelos olhos de uma criança.
SINOPSE: Pai e filho, confidentes da vida. Uma história de ternura e intimidade, em que se relata o ambiente de uma família no cenário antes do “25 de Abril” em que as “paredes tinha ouvidos” e era preciso guardar segredos. Uma criança a olhar ingenuamente para a revolução e a segurar a antena da rádio para ouvir o povo que nas ruas já gritava “liberdade”.

«Foi com curiosidade e interesse que iniciei a leitura deste conto. Estava longe de imaginar o que iria sentir, de como me sentiria identificado. Estava longe de imaginar o encanto, a força que tem esta celebração de Abril e da liberdade. A primeira leitura causou-me uma forte emoção…»

Prefácio de Manuel B. Martins Guerreiro, que participou na preparação do 25 de Abril de 1974, integrou os vários órgãos do MFA e foi membro Conselho de Revolução e do poeta Joaquim Pessoa.

A escrita do João Morgado nunca, nunca, NUNCA desilude, é das poucas escritas que me tocam verdadeiramente no coração e na alma, que me cativa verdadeiramente e me arrebata, devia de ser o autor sensação nacional, devia de pertencer ao PNL, é um autor multipremiado, e mesmo assim não é lido como merece...

Já  imaginei várias vezes como teria sido viver num Portugal esmagado pela ditadura, sendo eu como sou, e custa ainda mais imaginar que, sendo nós o que somos devido à nossa vida, à sociedade, pessoas e cultura que nos rodeia, será que eu seria como sou tendo nascido numa época assim? As minhas lutas e senso de justiça seriam os mesmos? Provavelmente, visto que ao longo da nossa história o que não faltou foram pessoas que mesmo tendo nascido e vivido no meio da injustiça e não conhecendo outra realidade, sempre lutaram contra a brutalidade e injustiça, e hoje em dia temos muito a agradecer aos activistas de direitos civis e humanitários, direitos de igualdade e feministas, ambientais, direitos dos animais e judiciais, entre outros, que conquistaram tudo aquilo que hoje em dia podemos desfrutar e tomamos como garantido... ainda falta ainda tanto conquistar, mas já faltou mais...




Com este conto do João não precisei sequer de imaginar como seria viver naqueles tempos de repreensão, senti mesmo que estava a viver tudo aquilo, como sempre acontece com a escrita deste autor, em que sinto que não só estou a ler a história, estou a VIVER a história!

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