Opinião: As mensageiras da esperança | Jojo Moyes

SINOPSE: Alice Wright casa-se com o belo americano Bennett Van Cleve na esperança de escapar a uma vida sufocante, em Inglaterra. Mas a pequena cidade de Kentucky rapidamente se revela igualmente claustrofóbica, sobretudo vivendo Alice com o sogro autoritário. É então que é feito um apelo para a participação das mulheres da cidade numa equipa para entregar livros; um projeto da nova biblioteca itinerante de Eleanor Roosevelt. Alice adere com entusiasmo.

Alice conhece assim Margery, a líder desta equipa, uma mulher autossuficiente e de discurso inteligente que nunca pediu permissão a um homem para nada. A elas juntar-se-ão três outras mulheres singulares que ficarão conhecidas como as Packhorse Librarians of Kentucky.

A aventura destas mulheres - e dos homens que amam - torna-se um drama inesquecível de lealdade, justiça, humanidade e paixão. Estas mulheres, autênticas heroínas, recusam-se a ser intimidadas pelos homens ou pelas convenções. E embora enfrentem todos os tipos de perigos, não desistem da missão que abraçaram: levar a sabedoria, a leitura e o mundo fantástico dos livros até aos mais pobres e desfavorecidos.

Mas quando a comunidade de Baileyville se voltar contra elas, será que a determinação - e o poder da palavra escrita - será suficiente para as salvar?

Adoro Jojo Moyes, adoro livros relacionados com livros e bibliotecas, adoro livros inspirados em histórias verificas, uma história com mulheres corajosas, especialmente em tempos idos em que mais difícil o era ser, portanto, este livro tem os ingredientes todos de que preciso para uma leitura obsessiva, e assim acabou por ser mas... até ter conseguido atingir as primeiras cinquenta páginas, esta narrativa não me estava a cativar absolutamente nada. Nem parecia um livro da Jojo, estava a ser teatral, algo infantil e pouco credível para o meu gostos, estive prestes a desistir, mas insisti e voltei a insistir e ainda bem que o fiz, porque depois de me embrenhar nas histórias e nas personagens, já não parei!

Foi o meu dia de folga todo adentro perdida nesta leitura, nestas vidas, neste ambiente tão querido para mim e para quem como eu adora o ambiente que se vive, por exemplo: na série «Uma Casa na Pradaria», «Dra Quinn» e «When Calls the Heart», neste livro vamos viver o Kentucky e toda a sua beldade crua, com as suas gentes, comunidades muito pequenas, nos Estados Unidos da América, a partir do ano 1935.

Esta leitura fez-me lembrar especialmente a série netflix «When Calls the Heart», a crise mineira, os inícios do século XX, as mulheres corajosas que têm de enfrentar tudo no mundo, muitas sozinhas, viúvas, cheias de filhos, fome e pobreza, solteironas e mulheres "diferentes", párias da sociedade

Empregos, vidas, situações que é simples para um homem e tido como garantido, é extremamente difícil para uma mulher conseguir, que é tida como pertença do homem, mera máquina de ter filhos, de arrumar e lavar, e ai da mulher que se atreva a ser diferente ou a desafiar as pressões sociais, tais como a obrigatoriedade de ser casada e de ter filhos, caso contrário, se não se casar é uma rejeitada da sociedade, ou mesmo galdéria, e se não tem filhos não vale nada como mulher... só de imaginar como seria a minha vida nestes tempos, eu que não quero casar, não quero ter filhos, e sempre tive inclinação para empregos tipicamente considerados como masculinos e tenho um feitio muito... especial... (˚▽˚!)



O que mais me deliciou nesta leitura foi a irmandade das bibliotecárias a cavalo, amizade verdadeira, com as respectivas discussões, alegrias e tristezas, sem falsidades, os livros mencionados e o drama destas pequenas comunidades, pobres, incultas e muitos analfabetos, extremamente religiosos - a roçar o fanático - que olhavam para todos os livros que não fossem a bíblia com desconfiança. Também me deliciou a coragem destas mulheres de não só a percorrerem quilómetros sem fim, fizesse chuva ou sol, a cavalo, por trilhos muito perigosos, para irem aos locais remotos onde vivam os mais pobres para lhes levar livros, muitas vezes sendo maltratadas, ofendidas, mal recebidas, lidarem com a desconfiança e conseguirem dar a volta a estas pessoas para darem uma oportunidade à literatura, especialmente conseguirem a autorização dos pais para que os seus filhos pudessem ler livros, aprenderem a ler e incentivar a deixar os filhos irem à escola, é fabuloso, verdadeiramente mulheres com M grande!

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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