Opinião Filme: Lorax

De: Chris Renaud, Kyle Balda | Com: Zac Efron (Voz), Taylor Swift (Voz), Danny DeVito (Voz) | Género: Animação | M/4, EUA, 2012, 94 min
SINOPSE: Ted (Voz de Zac Efron) tem 12 anos e vive em Thneedvill, uma pequena cidade industrial onde tudo, excepto as pessoas, é artificial. Desde há muito que ele vive perdido de amores por Audrey (Taylor Swift), uma rapariga sonhadora cujo maior desejo é ter uma árvore verdadeira no seu próprio jardim. Decido a impressioná-la, ele vai partir em busca do lendário Lorax (Danny DeVito), uma criatura mística, mais velha do que o próprio tempo que, mesmo com um feitio um pouco irritante, é o guardião da floresta e o protector das árvores e dos animais. Assim, inspirado pela extraordinária história de Lorax, ao mesmo tempo que conquista o coração de Audrey, ele ainda consegue trazer a Mãe Natureza de volta à sua cidade e fazer com que todos percebam a importância do equilíbrio entre o progresso e as coisas vivas.
Realizado por Chris Renaud e Kyle Balda, e baseado no livro do conhecido escritor e cartoonista infantil Dr. Seuss (1904 - 1991). Este filme é, depois de "Gru - O Maldisposto" e "HOP", o terceiro criado pela Universal Pictures e Illumination Entertainment.

Já vi este filme um par de vezes e não me canso, é muito importante para as crianças ganharem consciência ambiental, mas os adultos, cuja esta temática é debatida sempre num tom mais sério e talvez por vezes pouco cativante, deveriam de ver este filme, pois sendo mais "fofinho" talvez a consciência se abra finalmente para a importância deste tema que cada vez mais influência tem na nossa vida, pelas consequências negativas e nefastas e se mentalizem de que nos estamos a extinguir a nós próprios, ao extinguir a natureza... nós, humanos, SOMOS natureza!

TRAILER

Neste filme distópico, vemos uma cidade totalmente artificial, não há uma grama de natureza, o oxigénio é um negócio, quem o quer tem de o comprar, as árvores são artificiais para libertar e purificar o oxigénio que as pessoas em comunidade têm de pagar para tal, e sabem o mais triste nisto? É um filme cada vez menos distópico, pois como podem ver nesta notícia, já existe em Lisboa árvores artificiais que purificam o ar... é mais fácil gastar milhões nisto do que em plantar árvores verdadeiras, não é? Tal como aparece neste filme, as árvores artificiais não sujam, as crianças não fazem a mínima ideia do que é brincarem na terra, ficarem sujos, ver as cores da natureza, não... é tudo artificial, sintético, limpo, assim nem sequer há alergias, nem pó, nem folhas no chão, desde que se pague o oxigénio artificial.... estaríamos melhor assim?....

O problema é que há muita gente que acredita que sim... que sonha com um planeta em cimento e vidro, onde o artificial reina e os humanos vivam apenas para existir e não para viver... já não tenho esperança que a humanidade supere a sua intrínseca ganância...

Mas cima de tudo, este filme mostra as realidades humanas e políticas da destruição da natureza, algo que me surpreendeu para um filme juvenil, verdade seja dita que essas questões são abordadas subtilmente, como adulta captei logo, se eu fosse criança provavelmente não captava o subliminar desta forma mais atenta em que agora vivo, mas tem muita aventura e humor à mistura, e no fim traz esperança, e é a essa esperança a que temos de nos agarrar e todos nós, cada um de nós, podemos fazer a diferença para um mundo melhor, pois muitas gotinhas juntas fazem a diferença, e nunca somos pequenos demais nem jovens demais - nem velhos, nem géneros, nem insignificantes de forma nenhuma - para lutar por um mundo melhor!

Vi no original inglês na Netflix :)

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