Opinião: A Pequena Idade do Gelo | Brian Fagan

Como o Clima Fez a História (1300-1850)
O relato extraordinário de como as mudanças climáticas transformaram o mundo ao longo da história.
SINOPSE: Só na última década os climatologistas desenvolveram um quadro preciso da evolução das condições climáticas anuais em tempos históricos. Este desenvolvimento confirmou uma suspeita de longa data: o mundo sofreu uma onda de frio de 500 anos - a Pequena Idade do Gelo - que durou aproximadamente de 1300 até 1850.

A Pequena Idade do Gelo explica como o clima afectou eventos fundamentais da História mundial, da exploração nórdica à colonização da América do Norte e à Revolução Industrial. Diz-nos também que as mudanças de temperatura no mar levaram os pescadores ingleses e bascos a seguir vastos cardumes de bacalhau até ao Novo Mundo; que, em França, uma crise alimentar que atravessou gerações contribuiu para a desintegração social e, finalmente, para a revolução; e que os esforços ingleses para melhorar a produtividade agrícola ante a deterioração do clima ajudaram a abrir o caminho para a Revolução Industrial e, portanto, para o aquecimento global. Com recurso a fontes tão diversas como os registos das campanhas das vindimas ou os assentos dos mosteiros medievais, passando pela análise química dos núcleos de gelo, Brian Fagan descortina o modo como a Humanidade tem estado à mercê das alterações climáticas. E explica como, infinitamente engenhosos, os nossos antepassados se adaptaram a um aquecimento global universal irregular, desde o fim da Idade do Gelo, com um impressionante sentido de oportunidade.

A Pequena Idade do Gelo conta a história dos séculos turbulentos, imprevisíveis e muitas vezes gélidos da História da Europa entre os anos de 1300 e 1850. Revela também que as alterações climáticas não acontecem em fases suaves e regulares, mas em saltos súbitos cujas causas nos são desconhecidas e cujo rumo escapa ao nosso controlo. E que a influência destes fenómenos na vida humana pode ser profunda e até decisiva.

Este não é apenas um livro sobre as alterações climáticas antes e depois da mão humana... é também um livro sobre a própria condição humana, sobre a nossa brutal capacidade de adaptação, o nosso engenho, mas também a nossa desumanidade e egoísmo... é uma viagem vertiginosa pela nossa história, pelas vezes que a humanidade este à beira do colapso... as doenças, pandemias, fomes, guerras, muitas originadas pelas alterações climáticas que fazem parte do nosso planeta sim, mas não da forma escalada que estamos a vivenciar nos últimos 100 anos.

Ao ler o livro A Abelha Boa, compreendi a sério a implicação das alterações climáticas pela mão no homem, no impacto que provoca na natureza e no perigo em que colocamos a nossa própria existência, a poluição mata mais do que muitas doenças juntas, e ao alterar os ritmos climáticos interfere, neste caso, com a polinização originada pelas abelhas, e sendo que um terço dos alimentos que comemos são polinizados pelas abelhas, devemos a elas grande parte do nosso sustento, portanto estamos a causar a nossa própria extinção coisa que nenhuma outra criatura à face da terra alguma vez fez, sendo algo absolutamente contra-natura, e pelo caminho ainda causamos a extinção de milhões de espécies animal, fauna e flora, é absolutamente assustador...




Mas os humanos são criaturas absolutamente fascinantes e inventivos, a forma como inventamos tecnologias para estudar o clima, ciência, medicina e tudo mais o que está à sua volta, a forma como o ser humano é inventivo para ultrapassar todos os problemas, a forma como se adapta, é incrível e isso traz-me esperança... também me traz esperança ver finalmente cada vez mais pessoas a tomar consciência de que ao invés de esgotarmos a natureza em nosso próprio egoísta proveito, podemos novamente trabalhar em perfeita simbiose com ela.

Outra coisa que adorei neste livro é o facto de não ser muito técnico, é uma narrativa histórica do curso da humanidade entre os anos 1300 até 1850, especialmente no contexto da agricultura, a forma como a nossa sociedade é o que é devido à arte da agricultura e a importância das estações e das condições meteorológicas para o seu sucesso ou fracasso e como a humanidade depende dela, e quando colapsa, não só causa fome, como guerras, doenças e migrações em massa, que originam outros problemas numa roda viva de causa - consequência.

A narrativa é algo exigente, com muitos factos e datas, mas é precisamente o conteúdo histórico que pende, aprendi imenso com esta leitura, completei conhecimentos que tinha só pela metade e outros quais eu nunca tinha prestado a devida atenção, fascinante!

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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