Opinião: Uma Coisa Absolutamente Incrível | Hank Green

 Um misterioso robot aparece em Nova Iorque...
... e em São Paulo...
... e em Buenos Aires...
O que se está a passar?
SINOPSE:
São 3 horas da manhã e April May tropeça numa escultura GIGANTE; uma espécie de robot com três metros de altura e aspeto de samurai. Perante a descoberta, April faz a primeira coisa de que se lembra: filma a bizarra estátua. O vídeo é publicado no YouTube e, da noite para o dia, April torna-se famosa por ter sido a primeira no mundo a registar a existência da estátua — aquela que viria a ser parte de um conjunto de mais de 60, espalhadas por várias cidades do mundo. Pouco habituada ao estrelato e às consequências da fama viral, April torna-se internacionalmente famosa e fica associada aos robots.

Um movimento emergente desperta. As pessoas querem saber: O que são estes robots e porque existem? Quem os terá criado? E mais importante ainda: serão perigosos? April começa a sua investigação e, reunindo um grupo improvável de pessoas, tenta perceber a origem destes robots e o seu sentido neste mundo. Hank Green explora de modo magistral a forma como lidamos com o medo e o desconhecido, e como as redes sociais transformaram aquilo que entendemos por fama.

No seu fantástico romance de estreia, Hank Green revela-nos a história de uma jovem que se torna acidentalmente famosa — para logo se encontrar no epicentro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.

Estou imensamente surpreendida com o quanto gostei desta leitura, ainda mais tendo em conta de que estive prestes a desistir, por no início estar a achar a narrativa infantil e fantasiosa, mas a dada altura, quando dei por mim, já estava completamente agarrada à história e às personagens, mal apareceu a referência ao aparecimento das esculturas misteriosas, lembrei-me logo desta notícia que esteve na boca do mundo inteiro há uma semanas atrás, nem quis acreditar na coincidência.

Não sou propriamente fã de sci-fi, mas adorei a forma como a questão "extraterrestre" é abordada nesta narrativa super original, que além do mais envolve uma profunda introspecção e crítica social da condição humana, a influência das redes sociais nas nossas vidas, e até mesmo a bissexualidade e a força da amizade, identifiquei-me em vários aspectos da personalidade da April, a personagem que narra esta aventura na primeira pessoa, e é escrito com uma intensidade e honestidade absolutamente fascinantes, apesar de em todos os momentos manter esta carga juvenil, consegue ser bastante profundo e tem uma boa dose de drama, humor e acção.



Uma excelente estreia do irmão do John Green, espero que continue a escrever.

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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