Opinião: Portugal em Chamas - Como Resgatar as Florestas | João Camargo e Paulo Pimenta de Castro

SINOPSE: Como resgatar as florestas. A Epidemia de Eucaliptos, o Círculo Vicioso dos Incêndios, os efeitos das Alterações Climáticas e o futuro próximo
Em 2017 registaram-se os maiores incêndios florestais de sempre em Portugal, com um número impressionante de mortes. Mas as condições que propiciam a repetição de tragédias com esta magnitude permanecem inalteradas: o círculo vicioso dos incêndios é alimentado pelo abandono de uma parte gigante do território, pela epidemia de uma espécie invasora altamente inflamável - o eucalipto - e por um clima em mutação, cada vez mais seco e quente. Nas últimas décadas, Portugal liderou sempre a tabela dos países europeus que mais ardem. Como é que as florestas chegaram a este estado? Que influência exerceu a indústria das celuloses na esfera do poder político? Como podemos resgatar as florestas deste ciclo infernal e criar alternativas para um território sob a ameaça de se tornar deserto?
Contra a falácia da inevitabilidade e a perigosa ilusão de obter resultados diferentes com as mesmas políticas, este livro analisa o passado, alerta para a repetição de erros no presente e projeta o futuro com políticas alternativas que visam garantir a viabilidade do interior do país e das florestas. O tempo urge.


Eis uma leitura importante para compreender uma temática tão urgente do nosso país - também dos outros - mas neste caso especialmente do nosso, pois os incêndios, cada vez mais frequentes e desesperantes em Portugal são uma realidade à qual não podemos fechar os olhos...






A narrativa é brutalmente honesta e sem subterfúgios, aprendi imenso sobre eucaliptos com esta leitura, muitas destas coisas - aliás, quase tudo! - eu não fazia a mínima ideia, como por exemplo: o facto de as folhas serem muito difíceis de se decompor - há espécies de eucalipto que dão folhas que nem os coalas conseguem comer! - e demoram a decompor-se, impermeabilizam os solos, aumentam os riscos de erosão e perda de solos, impedindo que outras espécies vegetais ao seu redor obtenham a água de que precisam, sendo uma espécie de crescimento rápido que consome bastante água do subsolo, podendo conduzir à secagem de águas subterrâneas, poços e fontes.

As suas folhas e casca são acendalhas perfeitas, sendo que os eucaliptos são consideradas árvores pirófitas, "amigas do fogo", resistem-lhe e normalmente após uma queima, libertam as suas sementes, e assim continua a saga desta espécie invasora... 

Esta árvore é originária da Austrália e foi introduzida em Portugal em meados do século XIX e ocupa 10% do território nacional, mais do que em qualquer outra parte do mundo!

O problema não é o eucalipto em si, que tem o seu objectivo para existir e boas propriedades, as abelhas gostam, é usada na industria farmacêutica, para própolis, geleia real e óleos essenciais usados na indústria têxtil para produção de viscose; em produtos de higiene e limpeza; cosméticos e alimentos, biocombustível, acabamento de portas e janelas, celulose para papel e embalagens, ... mas como em tudo, o que é demasiado perde o efeito, e perde as suas vantagens com esta forma massiva como é plantado em Portugal por motivos puramente económicos, sem ter em conta tudo o resto...

Numa escrita directa e assertiva, com esta leitura ficamos bem a par desta situação, os interesses económicos, os incêndios que cada vez mais devastam o nosso país e o mundo inteiro, problemas e soluções.

👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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