Opinião: A Guerra que Me Ensinou a Viver | Kimberly Brubaker Bradley

Só é verdadeiramente livre quem tem a coragem de fazer a escolha certa.
SINOPSE: Uma história comovente e inesquecível.
A prova de que o amor ultrapassa todos os obstáculos. Para Ada, os tempos de sofrimento e infelicidade parecem ter ficado no passado. Depois de se mudar com o irmão para casa de Susan e de finalmente poder contar com o amor de uma família, a sua vida começa a ganhar um novo sentido.
Só que a guerra está longe do fim e, além do medo, também traz consigo algumas surpresas inesperadas e perigosas que podem abalar a tranquilidade de todos.
Na nova casa de Ada surge misteriosamente uma rapariga desconhecida, Ruth. A tensão aumenta quando Ada e a sua família descobrem que Ruth é judia e que fugiu da Alemanha. Será ela uma espia ou uma valiosa aliada no meio da calamidade? Que preocupações trará consigo esta estranha e que adversidades estarão à espreita?
Entre dúvidas e receios, é chegada a hora de Ada aprender a aceitar e a acreditar — em si própria, na sua família, na sua capacidade de superar o medo e, claro, no amor. Conseguirá ela vencer mais esta guerra?
Um livro esplêndido para todas as idades.Uma lição de vida face a todas as guerras que travamos diariamente.


Este passou a ser oficialmente um dos meus livros preferidos de sempre! A forma como esta autora se consegue exprimir é sublime, apesar de este livro ser direccionado para o público jovem-adulto, é um livro excelente para qualquer adolescente ou adulto, tem um ritmo muito fluído, é tremendamente honesto e cada capítulo é quase uma lição de vida, extremamente introspectivo...

Apesar de Ada ser uma pirralha insolente e revoltada, eu adorei-a, especialmente conforme a sua personagem vai evoluindo mais me fui identificando com ela, aquela revolta difícil de controlar e o facto de se meter em problemas por dizer o que pensa sem filtros, há uma boa variedade de personagens, e cada uma com a sua personalidade muito vincada, e a forma como está escrito, do ponto de vista de uma criança de 11 anos foi captado de uma forma arrepiante, pois parece mesmo que estamos na mentalidade de uma criança dessa idade, uma criança que foi tremendamente mal tratada, traumatizada, revoltada, inteligente mas com pouca cultura e quase sem estudos, mas que no fundo tem um coração bondoso....

Temos a Ada e o irmão mais novo, que cresceram na miséria no East End em Londres, uma senhora  corajosa, solteira e independente que os adopta, uma lady verdadeiramente snob, a melhor amiga de Ada e filha da lady, mas nada perecida com ela, uma jovem alemã judia que é brutalmente discriminada, ódio, rancor, racismo, intolerância, incultura, amor, amizade, morte, vida, esperança, ... tudo isto durante a segunda guerra e bombardeamentos...

Houve uma altura durante a leitura que, sei dar conta, quando dei por mim, tinha uma lágrima a escorrer-me pelo rosto, fiquei sinceramente emocionada... este é daqueles livros que nos toca o coração....

Apesar de esta história ter uma primeira parte, só descobri quase ao terminar a leitura, quando fui pesquisar mais livros desta autora, pois fiquei verdadeiramente encantada, mas não se nota nada, Ada de facto menciona a sua vida passada, mas até pensei que fizesse parte desta história e não de outro livro, pois quando menciona pessoas que conheceu ou o que passou com a sua mãe, dá bem a entender quem são e o que se passou e chega a falar disso detalhadamente, ou seja, podem ler o primeiro «A Guerra Que Salvou a Minha Vida» e depois este, ou fazer como eu, após esta leitura, vou primeiro em jeito de prequela.

Adorei, adorei, adorei!
👉🏻 Wook | Bertrand 👈🏻

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