Opinião Série: O Príncipe de Bel-Air

Título original: The Fresh Prince of Bel-Air 1990 - 1996 | 21min / Comédia
SINOPSE: A série conta a história de Will (Will Smith), um jovem de origens humildes que se muda para um luxuoso bairro na Califórnia após se ter metido em sarilhos com rapazes perigosos do seu bairro em Filadélfia. A mãe de Will, temendo pelo futuro do seu filho sempre metido em lutas,  com péssimos resultados escolares e constantemente em más companhias, resolve mandá-lo viver com os tios Vivian (Janet Hubert-Whitten) e Philip (James Avery), um advogado que se tornou juiz e leva vida bem sucedida e desafogada. Contudo, por ser um rapaz pobre que negligencia os estudos e não tem noção nenhuma de boas maneiras, Will destaca-se demasiado com a sua personalidade exorbitante, metendo-se em diversas trapalhadas, envolvendo os seus tios e primos - e o mordomo Geoffrey - na luxuosa mansão em Bel-Air.

Céus... como os anos passam! Esta era uma das minhas séries preferidas quando era miúda, nos anos 90. e vejam só há quantos anos já vai... continua a ser das séries mais divertidas que vi na vida, que mais me fez rir, e me fez tomar o gosto pelas séries com fortes críticas sociais, e há bastantes nesta série!

TRAILER

Especialmente a temática do racismo é muito abordada nesta série, ainda me lembro como me fazia confusão os sarilhos em que o Will se metia por estarem relacionadas com racismo e descriminação... outra crítica é a desigualdade social, o excesso de snobismo, corrupção política e policial, igualdade de géneros, drogas, armas, pressão social, já neste tempo se falava de questões ambientais e nesta série há umas quantas aparições relativamente a esse tema graças à Hillary. Revi esta série há um par de meses, quando vi que estava no Netflix e fiz total maratona, foi quase como ver pela primeira vez, tanto que agora tenho outra maturidade para compreender nuances que me escaparam em criança, e é incrível como as críticas ainda são tão actuais....

Há partes que são de chorar a rir até não aguentar mais, outras são de chorar de pura emoção, pois vamos ficando apegados às personagens e aos seus dramas pessoais, às suas histórias de vida, às suas personalidades... outra coisa que eu adoro nestas séries, é que havia personagens que cresciam literalmente connosco... começaram a série crianças e terminaram adolescentes ou já adultos...
Geoffrey, o irascível brutalmente sarcástico e honesto mordomo britânico, tão repleto de boas maneiras, regras e etiqueta que às vezes parece que não cabe mais nada naquela personalidade, mas engana, pois tem muito que se lhe diga, é divertidíssimo, um poeta apaixonado, e muito mais se descobre sobre ele no decorrer da série. Adoro-o!

Carlton Banks - o egocêntrico, mimado, metrosexual, geek primo do Will, que pela sua baixa estatura - e tudo o resto - é uma fonte constante de gozo e piadas por parte do Will, gosto do Carlton à sua maneira Carlton de ser, a dança tão característica dele ainda me acompanha em alguns momentos!
Hillary Banks - a egocêntrica, supérflua, mimada, arrogante, caprichosa mas no fundo, mesmo lá no fundo, de bom coração prima de Will... volta e meia lá vem com uma questão ambiental, social ou solidária à baila, apenas porque é o que os outros, especialmente os famosos estão a fazer e a falar, mas pelo menos trás essas questões para a série... foi uma personagem que com o passar do tempo aprendi a apreciar na sua maneira tola de ser.
Ashley Banks - dos três primos de Will, Ashley é a mais terra-a-terra dos irmãos, ao contrário dos irmãos, não é dotada de snobismo e outros caprichos de que os outros padecem, pelo contrário, gosta de ir contra as normas e tem sonhos muito próprios, que Will ajuda a descobrir e a atingir, é a personagem cujo crescimento, literal e físico assistimos, vendo como passa de uma criança a uma jovem adulta completa.
Will Smith (The Fresh Prince of Bel-Air) - continua a ser uma das minhas personagens preferidas de sempre! Com uma personalidade muito vincada, desenrascado, inteligente e competente quando se aplica, corajoso e amigo, diz tudo o que pensa doa a quem doer, e não suporta ser igual aos outros, tem de marcar pela originalidade e exclusividade... é a personagem com quem mais me identifico, ainda nos dias de hoje!
Vivian Smith Banks - Justa, professora e feminista, a tia de Will é uma personagem polémica, pois só está presente até ao final da terceira série e depois é substituída... é pena, pois gostei mesmo desta actiz para este papel...
Philip Banks - é uma das minhas personagens favoritas, é justo e integro, tanto a nível pessoal como profissional, sendo ele advogado e mais tarde juiz, é um pai-galinha, corajoso e assertivo, é com ele que Will vai chocar mais, pela grande diferença de personalidades e choque entre gerações, e também pelo facto de o Will estar sempre a gozar com o tio devido ao seu tamanho e peso, mas é daqui que têm muitas das partes cómicas da série, a relação destes dois.
Jazz - é amigo do Will na vida real, de facto eles tinham um grupo chamado "DJ Jazzy Jeff & the Fresh", amizade que ainda se mantém. Eles os dois juntos são de chorar a rir, têm personalidades muito parecidas, forma de vestir e falar, usam um cumprimento que ficou característico, batendo com as mãos, girando o tronco/cabeça e fazendo "Pssh!", outro factor pelo qual Jazz ficou tão caracterizado na série, foi o facto de o tio Phill o atirar constantemente porta fora, fazendo-o literalmente voar pela porta!

Quem viu esta série, conhece a forma peculiar como o Will dança, certo? Bem... eu aprendi a dançar com o Will Smith nesta série, e ainda hoje é assim que eu danço... o que vale é que é raríssimo dançar, pelo menos em público - já os meus gatos podem contar muitas histórias das minhas danças, para horror deles - , mas quem já me viu dançar, já me viu fazer aquele tipo de movimentos:


No entanto, ainda uso IMENSO esta frase, por vezes acompanhada por uma pequeníssima dança discreta, nisto sim, tenho imensas testemunhas, colegas de trabalho e tudo:


Nunca gostei que estranhos me tocassem, e quanto mais cresci menos passei a gostar, mesmo não sendo estranhos não gosto que me toquem, ainda menos sem eu estar à espera e sempre que me tocam, quando é clientes então, daqueles chatos/as que até agarram no braço e tudo, é isto que me vem à cabeça:


Tanto que eu já disse que hei-de arranjar uma t-shirt a dizer "cant touch this" se bem que houve um dia em que cheguei ao ponto - tal forma estava saturada que clientes me tocassem a torto e a direito - de colar um papel ao colete em que escrevi "Não tocar!" visto que o pin que uso "if you can read this you are too close" não funcionar... (~o▔▽▔)~oo~(▔▽▔o~)

Aqui podem ver a banda sonora completa da série, lembrem-se que o Will Smith é músico/rapper e na série mantém o seu nome original e alguns traços da sua vida pessoal são reflectidos na série:


Há séries bem boas nos dias de hoje, não haja dúvidas, brutais, mas a era dos 90 foi uma era de séries bem... fora de série! Eram muito originais, únicas, algumas nunca se tinha visto nada assim, e para quem como nós não tinha computadores nem telemóveis nem facebook nem nada de nada, vivíamos mesmo intensamente estas séries e dava grandes temas de conversa na escola, no recreio e em família, não havia boxes nem torrents, se perdêssemos um episódio ficava perdido, e algumas vezes era quase uma espécie de fim do mundo se isso acontecesse!

Esta é uma das séries da minha vida, de x em x de anos vou revendo, e vale sempre a pena.

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