Opinião: A Metamorfose | Franz Kafka

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
SINOPSE: Franz Kafka é um dos mais carismáticos autores do século XX. O corpo das suas obras - na sua maioria, publicadas postumamente - destaca-se entre as mais influentes da literatura deste século. Os seus temas por excelência centram-se em torno do absurdo, da alienação, da obsessão e da culpa que geram nas suas personagens um sentimento de estranhamento. As suas obras definem uma boa parte do que ainda hoje se considera como «literatura moderna» e é considerado um precursor do realismo mágico. A Metamorfose (1912) narra o estranho caso de um caixeiro-viajante que uma manhã acorda transformado num monstruoso insecto.

Bem, um dos objectivos literários para os quais me estou a inclinar mais recentemente é na leitura de clássicos que - pecado meu - sempre descurei, sendo que o único que tenho memória de ter lido (e relido e voltado a ler, no original e adaptações) é o fantasticamente dramático Romeu e Julieta de Shakespeare.... tanto falam de Kafka como leitura recomendada, PNL, um clássico intemporal, crítica social, realismo mágico, carregado de analogias e metáforas, histórias fascinantemente "estranhas" que tudo isso me cativou e me estreei com este livro, um dos mais falados...

Quando acabei a leitura, o meu primeiro pensamento foi: "bem... aqui estão umas cinco horas que nunca mais recupero....", será que eu não tenha maturidade literária suficiente para entender? Eu sou absolutamente fã das críticas sociais, seja na literatura ou cinema ou de que forma for, adoro leituras originais, metafóricas, introspectivas e filosóficas, mas não senti gosto nenhum, absolutamente nenhum, por esta leitura... com tanta crítica positiva e recensões profundas a este livro, até me sinto algo posta de parte por não ter captado a mesma profundidade introspectiva com esta leitura... 
(┬_┬)

A única crítica com a qual concordo totalmente é que é, de facto, uma leitura pelo reino do total absurdo, isso é certo, sendo que a maior parte do tempo nada faz absolutamente sentido nenhum e que aborda temas como a sociedade capitalista, pressão familiar e social, neste caso em específico a pressão do homem de ser o sustento na família obrigando-se a trabalhar em algo que detesta pela lealdade familiar, a falta de agradecimento e reconhecimento profissional e no seio familiar, que nos leva quase à loucura, neste caso, a uma metamorfose, eu captei tudo isso, é bastante explícito, mas... há ali tanta "palha", tanta abordagem ao absurdo depressivo e - não querendo ofender os fãs - tanta lengalenga monótona! Credo... ⊙︿⊙
Remonte-se ao início do século XX. Kafka, nascido em Praga, morreu de tuberculose em 1924, com 41 anos. O seu amigo Brod, fiel depositário da sua obra inédita e de documentos vários, morreu em 1968 sem ter cumprido parte da promessa que tinha feito ao escritor – queimar todos os romances que deixara por publicar. “O meu último pedido: que tudo o que deixo, sob a forma de diários, manuscritos, cartas (as minhas e de outros), desenhos e afins, seja queimado sem ser lido”, escreveu Franz Kafka numa carta endereçada a Max Brod e deixada na secretária da sua casa na cidade checa. Fonte: Público
Teimosa como sou, acredito que um dia irei tentar ler outra obra do autor, para não ficar apenas com a impressão desta, mas de momento irei investir o meu tempo com outros clássicos...

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