Opinião: Onde Caem os Anjos | Nora Roberts

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SINOPSE: Reece Gilmore foge de um passado traumático como única sobrevivente de um crime brutal em que viu todos os seus amigos morrer. Um dia chega a Angel’s Fist, um lugar idílico rodeado por belas montanhas, e decide aceitar um emprego no restaurante local como cozinheira. Reece cedo encanta os locais com os seus dotes de culinária. Afinal de contas, era uma famosa chefe de cozinha na Costa Leste, mas continua atormentada pelo crime de que foi vítima, e luta constantemente contra os pesadelos que a assombram. Até que um dia é a única testemunha de um novo homicídio… Sendo tão frágil e dada a ataques de pânico, ninguém na cidade parece acreditar em Reece a não ser Brody, um irascível e atraente escritor de policiais. E quando uma série de eventos perigosos tornam claro que alguém está a tentar enlouquecer Reece e a eliminá-la do caminho, ela terá de confiar em Brody, e em si própria, para descobrir se existe ou não um assassino em Angel’s Fist. Venha descobrir a beleza das montanhas americanas e as fantásticas receitas de culinária de Reece Gilmore, nesta apaixonante história de crime, loucura e amor de Nora Roberts.


Esta foi a minha estreia com esta autora de que tanto se ouve falar, escolhi propositadamente um dos romances dela que fosse mais inclinado para o thriller e suspense, pois eu tenho cada vez menos paciência para os romances lamechas... pelo que vi, não podendo comparar com outros livros da autora, é daqueles livros que se lêem bem, com algumas voltas e reviravoltas, revelações que vão surgindo, mas na minha opinião, tudo muito previsível... fez-me imenso lembrar outra autora com a qual me estreei recentemente, Jude Deveraux, até mesmo na questão romântica que eu considero algo infantil, do género: rapaz puxa as tranças à menina de que gosta, cola-lhe pastilha no cabelo, porque a adora, mas tem vergonha de o mostrar, por querer ser macho,... tipo... não sou apologista de romances cheios de rodeios e carregados de previsibilidade, já sabemos onde aquilo tudo vai parar, o "odeio-te, não vou mostrar o quanto gosto de ti, odeio-te, mas gosto de ti, vai ou não vai...",... bem, neste caso ao menos a determinada altura a autora desenvolve a relação, enquadrando tudo na trama de forma a que não ficasse demasiado piegas...

A parte que achei mais interessante foi a violência do ataque que Reece e todos os seus colegas  no restaurante onde trabalhava foram alvo, o seu trauma e a forma como escolheu lidar com isso, do que menos gostei foi, mais uma vez, tal como no livro que li de Jude Deveraux, sendo que também o escolhi especificamente por supostamente ter uma componente de thriller (Um Crime Anunciado), em ambos os casos, o enredo além de previsível, é pouco natural, porque é altamente improvável que certas e determinadas situações aconteçam à mesma pessoa, no local certo à hora certa, ou no local errado à hora errada, constantemente, em curtos espaços de tempo, ou seja, está tudo ali, de bandeja, e é pouco natural... ou talvez seja eu que, sendo cada vez mais uma grande apologista de leituras históricas e verídicas, tudo o que destoe desse padrão me soe pouco natural...

Seja como for, foi uma leitura que acabou por ser interessante, deu para me distrair e entreter, é uma leitura fácil e pouco exigente, com várias personagens que se interligam e no final acaba tudo por ser explicado, sem pontas soltas, com a sua quota parte de romance e mistério, deixou-me curiosa o suficiente para um dia, talvez, voltar a ler outro livro da autora.

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