Opinião: Viver sem Plástico | Will McCallum

Um guia para mudar o mundo, acabar com a dependência do plástico e ajudar combater um dos grandes problemas ambientais da nossa era
SINOPSE: A cada ano são largadas nos oceanos cerca de 12,7 toneladas de plástico, matando mais de 1 milhão de aves marinhas e 100.000 mamíferos marinhos. Em 2050 estima-se que haverá, em peso, mais plástico do que peixe nos oceanos. A poluição pelo plástico é o flagelo ambiental da nossa era, mas como podemos fazer a diferença? Neste guia claro e esclarecedor, assinado pelo destacado activista anti-plástico, vai ajudá-lo a fazer pequenas mudanças que farão uma diferença enorme, desde comprar copos de café reutilizáveis a fazer recolhas de lixo no parque ou praia da sua zona de residência. Alguns conselhos para desistir do plástico:
-Lavar a roupa em sacos próprios para conter as microfibras de plástico, impedindo-as de chegarem aos oceanos (estas são responsáveis em 30% pela poluição por plástico)
-Substituir o champô vulgar por champô em barra
-Como evitar as embalagens supermercado
-Como fazer uma festa de aniversário livre de plástico
-Como convencer os outros a juntarem-se a si nesta demanda anti-plástico
O plástico não vai desaparecer sem dar luta. Vamos precisar de um movimento feito de milhões de pequenos gestos individuais, que juntarão as pessoas de todos as origens e culturas, cuja vontade se vai fazer sentir em todo o lado, desde a aldeia mais pequena ao mais alto dos arranha-céus.


Ora, aqui está um livro de suma importância, na nossa vida, no nosso mundo. Felizmente a luta contra o plástico está a ganhar terreno, muitos adeptos e quem é que já não leu uma notícia com alguma desgraça relacionada com a poluição por plástico, especialmente relacionada com os nossos oceanos e os seus seres?

Infelizmente, ainda há demasiadas pessoas que não querem saber, ou pensam que, para serem só elas, não vai fazer diferença...
Esquecem-se, que gota a gota, se enche um copo... uma gota aqui, uma gota ali, e mesmo que sejamos poucos, juntos fazemos a diferença!

Eu nunca me deixo levar por esse pensamento egoísta e presunçoso, de que só eu não faço a diferença, todos nós fazemos a diferença em tudo, muitas vezes eu penso que só a minha presença num determinado local levou a uma série de acontecimentos, tal como é referido no "efeito borboleta" e na teoria do caos,  alguns pequenos exemplos aleatórios: os livros que vou doando às bibliotecas e são requisitados, e talvez façam a diferença na vida dessas pessoas, pois se não os tivesse doado, não tinham requisitado aqueles especificamente... quando vou na rua e ajudo alguém, se eu não tivesse lá passado, não tinham tido a minha ajuda, e talvez não tivessem tido ajuda de todo... nos eventos a que vou e quando questionam se há alguma questão e o pessoal não diz nada, eu improviso na altura uma questão, nem que seja do mais simples se eu não tiver inspirada, o que leva logo a um debate... os dois gatinhos doentes que adoptei, e agora são felizes e saudáveis... a reciclagem que vou fazendo... os lixos que vou apanhando...quem sabe as micro-repercussões que os meus actos diários têm no dia-a-dia de quem me rodeia, até mesmo este post, ou a existência do meu blog, dos eventos que vou criando, os livros e autores que vou divulgando, as notícias que vou partilhando, as pessoas que vou ajudando... quem sabe o que tudo isto provoca ou evita?

Por isso, eu não me vou nessa de "para ser só eu, nem vale a pena", não, o meu pensamento é mesmo "se não eu, então quem?" e também "pode ser que mais alguém se junte à causa"...

Então, há uns bons tempos que ando muito mais atenta aos plásticos presentes na minha vida, e é chocante o facto de haver plástico em quase tudo o que nos rodeia, especialmente plástico desnecessário, os plásticos presentes nos produtos nos supermercados então é de arrepiar, que horror!
Vá lá que agora há uma política algo rígida nas empresas para a sua reciclagem, mas acredito sinceramente que poderia ser muito melhor...
Há empresas que também começam a aderir à causa, assim de repente lembro-me de uma notícia que li há uns dias que a Nestlé também vai acabar com o plástico nas embalagens, o objectivo da marca é passar a usar apenas materiais recicláveis ou reutilizáveis até 2025. Notícia aqui.

E também me lembro de ler por alto alguns dos comentários na partilha da notícia no facebook, e haver tanta ignorância que me parte o coração e quase faz chorar... este ano de 2019 tem sido o ano de polémicas, e é neste tipo de comentários que vemos a estupidez e falta de cultura que nos rodeia e é arrepiante... tomara que um dia, muito em breve, haja um movimento exaustivo contra a estupidez e ignorância... onde já se viu, no século em que vivemos em que o acesso à informação está literalmente na ponta dos dedos, e nunca tivemos pessoas tão incultas como agora?
Então agarrei-me a este livro porque me quis informar ainda mais sobre este tema, e aprendi logo nas primeiras páginas algo que não sabia, como o caso de inundações ocorridas no início do século agravadas devido aos sacos de plástico no Bangladesh, que foi no Outono de 2013 que o vice-primeiro ministro do Reino Unido começou a cobrar uma taxa de 5 pence por cada saco de plástico em grandes superfícies, sobre a existência de microesferas (algo que desconhecia) como poluente, e que não só é usado em produtos de cosmética e higiene, na nossa roupa, como ainda por cima está presente na nossa alimentação, por exemplo, no sal, na água que bebemos e no peixe que comemos...
“A maior parte das pessoas, entra as quais me incluo, nunca ouvira falar em microesferas: trata-se de minúsculos fragmentos de plástico, com menos de 5 milímetros de diâmetro, que começaram a ser sorrateiramente adicionadas a muitos produtos domésticos e que foram concebidos especificamente para serem escoados pelas águas de lavagem, sem que ninguém fizesse ideia do destino que iriam ter. Até que, em dezembro de 2013, foi publicada uma nova pesquisa que revelava o grau de poluição provocado pelo plástico na região dos Grandes Lagos do Canadá (…). Estimava-se que o lago Ontário, o mais pequeno deles, contivesse 1.1 milhões de microesferas por quilómetro quadrado.” Viver sem plástico,  pág. 23
O que procurar no contra-rótulo dos cremes e dos cosméticos
Polietileno (PE)
Polipropileno (PP)
Politereftalato de etileno (PET)
Polimetilmetacrilato (PMMA)
Politetrafluoretileno (PTFE)
Nylon
“A produção de plástico subiu vertiginosamente nos últimos 20 anos, tendo chegado a 320 milhões de toneladas em 2015, um peso superior ao da população inteira da Terra atualmente.” Viver sem plástico, pág. 51
Sigam a hashtag #breakfreefromplastic, vejam bem e sintam o impacto desta nossa realidade...
O livro absoluto "must have" para todos aqueles que estão na guerra contra o plástico, ou aqueles que querem compreender melhor este problema! Carregado de informação, ideias e inspirador! Excelente!


2 comentários:

  1. Desde o seu lançamento que este livro me desperta a curiosidade, não fosse este um tema em discussão e cada vez mais pertinente.

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