Opinião: A Crise Financeira do Pai Natal | Miguel Morais

SINOPSE: A crise toca a todos, e o Pai Natal não é excepção. Sem dinheiro para comprar os presentes que as crianças lhe pediram, o velho barrigudo da Lapónia terá de encontrar um solução. Será que vai conseguir?

Ora bem, para ser original vou publicar aqui, a meio do verão, a opinião de um livro alusivo ao natal, só porque sim! :P

Na escrita altamente prazenteira, divertidíssima, carregada de ironia a que já me habitou na leitura do livro "O Prédio", também nesta leitura, que se traduz numa espécie de conto natalício satírico e crítica social, quase que se transforma numa espécie de "guia realístico da procura de emprego" muito maluco e original, tal é o detalhe a que chega e as informações expostas aqui, onde, sabendo eu que o autor lida de perto profissionalmente com questões da segurança social, se notou muito bem esses conhecimentos neste livro, tal como são expostas as questões dos subsídios e tudo mais alusivo a este tema.
Também retrata a realidade social em Portugal no que respeita à procura de emprego, sendo alguém já com alguma idade então, é uma realidade brutalíssima e deprimente... lembro-me de uma frase que a minha mãe me disse, há mais de 15 anos, e ainda hoje faz todo o sentido: "Ultimamente querem pessoas de 18 anos com 20 anos de experiência!", é a realidade... neste livro até assistimos a entrevistas que emprego que fazem ao pai natal, e realidade é mesmo esta, o livro foi escrito em 2010 e a realidade, tristemente, ainda é esta! A crise económica, que, dizem, já esteve mais crítico do que está agora,... talvez, mas pessoalmente não noto grande diferença, todo o ambiente retratado neste livro naquele ano ainda se sente neste...
Apesar de ser um tema deprimente, o desemprego e a crise, o Miguel consegue sempre ironizar de tal forma estas tristes temáticas, que mesmo sendo realista, directo e assertivo com estas realidades sociais, consegue sempre fazê-lo de uma forma tão divertida e inteligente, que é impossível lermos estes livros sem um sorriso no rosto, ao mesmo tempo que se torna introspectivo e nos faz pensar nestas realidades, mas sem aquele peso da tristeza no peito, como quando lemos as notícias, mas sim de uma forma tão satírica que até, pelo menos no que a mim diz respeito, me enche de esperança.

Não sei se é esse o objectivo dele, mas é o que eu sinto.

Outra coisa que eu tenho achado tremendamente hilariante dos livros que já li dele, sendo que neste momento já li três, a mim sempre me disseram, desde miúda: "As coisas que tu te lembras!", "Que ideias mais incríveis que tu vais buscar!", "Se não existisses, tinhas de ser inventada!", bem... é a primeira vez que eu tenho alguém a quem posso ser eu agora a dizer tudo isso! O Miguel lembra-se com cada uma, mas com cada, mas mesmo com cada uma (!!!!!) que não lembra a ninguém!!! 😂😂😆😆

Querem rir-se um bocadinho com as tristezas da vida, ou simplesmente, querem rir-se um bocadinho? Leiam este livro (e os outros do Miguel), são risos garantidos! 😉


2 comentários:

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