Opinião: A Prenda de Natal | Glenn Beck

SINOPSE: Eddie sonha com uma bicicleta há muito, muito tempo. Apesar de ter apenas doze anos, sabe que o sonho vai ser difícil de concretizar, pois a família debate-se com problemas financeiros desde que o pai morreu. Ainda assim, acredita que a sua mãe vai conseguir o milagre, e que na manhã mágica do dia 25, junto à modesta árvore de Natal, encontrará a tão desejada prenda… Em vez disso, depara-se com um pequeno embrulho. Lá dentro uma camisola, "uma estúpida e feia camisola tricotada à mão", que o rapaz enfurecido atira para um canto do quarto.
Demasiado novo para perceber o valor simbólico da prenda que a mãe lhe tricotou com tanto amor, Eddie inicia uma dura caminhada para a idade adulta, que o levará a questionar tudo e todos. Até que, no mais profundo momento da sua revolta, conhece um enigmático vizinho, que aparece e desaparece sem deixar rasto. É um homem sábio, de idade indefinida, que ensina ao rapaz um segredo: na vida, há sempre uma segunda oportunidade, podemos sempre voltar atrás e desfazer todo o mal que fizemos.
A Prenda de Natal é um romance mágico, uma história que ficará para sempre na nossa memória.

Sinceramente, nem sei o que dizer sobre este livro... posso dizer que acredito que seja daqueles livros que ou se adora, ou se detesta... eu própria adorei e detestei quase em igual medida...

O livro lê-se muito bem, tem uma escrita fluída e intensa, escrita no ponto de vista de uma criança de 12 anos, e está tão bem escrito que nos sentimos intensamente na pele dessa criança de 12 anos, e posso dizer-vos que senti novamente o que era ter aquela idade, aqueles pensamentos, aqueles sentimentos, sentir aquelas emoções, contradições, dúvidas, batalhas internas...
Tal como na leitura do livro "Os altos e baixos do meu coração" de Becky Albertalli, em que nessa leitura me senti verdadeiramente uma adolescente novamente, todo aquele remoinho de emoções, neste livro voltei a sentir-me verdadeiramente uma criança...

Outro ponto forte do livro, é o facto de ser inspirado numa história verídica, a história do autor e daquele natal, em que recebeu uma camisola. No entanto, este livro mete alguma fantasia religiosa, que me confundiu... Outra coisa que me confundiu, foram algumas incoerências, mas no final do livro, fica tudo explicado e compreendemos o porquê, portanto lá compensou essas partes... 
Esperei um ano até ler este livro, para o poder ler dentro da quadra natalícia, o que creio que ajudou a tornar a leitura ainda mais especial e realista, mas o que ajudou mesmo a tornar a leitura ainda mais realista foi o facto de ter havido um natal, em que, tal como o Eddie da história que ficou furioso com a mãe, porque a mãe lhe ofereceu uma camisola quando ele queria uma bicicleta, houve um natal em que eu fiquei furiosa com a minha por me ter oferecido um casaco (que eu achei horroroso) em vez de me ter oferecido o que eu queria (livros), no entanto, vi o meu irmão mais novo a receber precisamente o que ele queria e ainda mais, e eu com um casaco, e depois umas botas a condizer... portanto, garanto-vos que senti bem e mesmo intensamente os sentimentos do puto, e aprendi uma lição, a lição que o livro ensina, apesar de no meu caso, aquele natal ter sido diferente... no caso da história, a mãe de Eddie oferece-lhe uma camisola tricotada à mão, porque estava falida, após o falecimento do marido para o cancro... no meu caso, naquela altura até era uma altura, a única altura, em que até nem passávamos dificuldades financeiras, e o que a minha mãe gastou naquele casaco e botas dava para uns bons quantos livros, e eu só conseguia pensar nisso, ainda hoje penso, se bem que hoje em dia, no alto dos meus 30 anos, eu já nem me importe receber roupa, até me dá jeito (se bem que prefiro sempre um bom livro), mas naquela altura eu estava a borrifar-me para a roupa, provavelmente precisava dela, e a minha mãe pensou que estava a fazer o melhor para mim, a dar-me o que eu precisava, e não o que eu queria, mas fiquei infeliz, mesmo infeliz... neste caso, quando as finanças eram curtas e hoje voltaram a ser, mas naquela altura quando eram curtas, eu tinha sempre uma prenda que eu queria, e a sensação de a receber era incrível! Então, porque naquele natal, em que o meu irmão recebeu uma consola e jogos, eu recebi um casaco e botas?
No entanto, qual é a prenda mais importante? O objecto ou o sentimento?
Verdade seja dita, hoje trocava muita coisa pela oportunidade de ter novamente toda a minha família junta no natal, como antes....

E isso é outra coisa que este livro ensina, a querermos o que temos... não é uma lição fácil de aprender, mas neste livro acompanhamos esse crescimento emocional de Eddie, e ao lermos o livro estamos a aprender uma, ou até várias, lições de vida...

Resumindo, foi um livro que se lê muito bem, é intenso e dramático, e é uma história que nos marca, e ainda por cima, está com a classificação de pechincha, visto ser um livro a menos de 5€, sem promoções!

14 comentários:

  1. Seria curioso oferecer uma prenda Natal chamada a Prenda de Natal

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  2. Todos nós, à medida que vamos crescendo, vamos entendendo determinadas situações, vamos aprendendo lições, ou seja, vamos amadurecendo. Quando somos miúdos, nem sempre percebemos as razões das coisas nem a sua importância. Por outro lado, quem é que ainda não recebeu uma prenda que não gostou ou não recebeu aquilo de que estava à espera?

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    1. Se houver alguém que nunca tenha ficado triste por ter recebido algo que não gostava ou que não estava à espera, tem uma sorte do caraças!! :P

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  3. É um livro que nunca tive oportunidade ler mas do qual já tenho ouvido falar muito bem. Dado ter um preço tão acessível estou mesmo a pensar adicioná-lo à estante :)

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  4. Fiquei curiosa pelo tema, o cuidado da edição e as ilustrações que vejo nessas páginas, e pelo preço, claro. É possível que o adquira pois gosto de ter leituras natalícias por esta altura.

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    1. Não é que eu ligue ao Natal por ai além, mas por acaso também gosto de leituras natalícias por esta altura :)

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  5. Gostei, sobretudo das ilustrações e por se retirar uma aprendizagem.
    Mas nunca me conformei por nunca ter tido uma bicicleta,tenho uma razão bem forte para o que sinto, até porque nunca fui de pedir nada. :(

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    1. A questão é essa, este livro vai fazer cada pessoa que o lê tirar as suas conclusões e sentimentos, e também aprendizagens...

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  6. Respostas
    1. Ao preço que está é extremamente acessível a todos :)

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