Um Blog entre... A 88ª Feira do Livro de Lisboa | 2ª visita

9 de setembro de 2018


Devido a questões inerentes à minha vontade, tenho estas publicações sobre as minhas visitas à feira do livro de Lisboa deste ano (entre outras publicações) em atraso, mas estou a tratar delas conforme posso, e aos poucos e poucos vou partilhado convosco, que tenho muita coisa interessante para partilhar! ツ

A feira já me deixa imensas saudades, foram dias maravilhosos que lá passei, conheci pessoas fantásticas e inesquecíveis, vivi imensas experiências e aprendi muito. É quase como se fosse um mundo à parte, é incrível.... ❤

Também fiz algumas filmagens, que irei partilhando conforme for editando os vídeos, de momento irei partilhar apenas as fotos e o meu ponto de vista.

Vamos lá então:
 Esta publicação está elaborada de forma a que primeiro mostro a foto, e imediatamente abaixo faço os meus comentários, apresentações ou elaboro algum texto relacionado com a foto. A forma de ler esta publicação (e todas as minhas outras do blog) é: Foto - Texto - Foto - Texto, ... Podem clicar em cima das fotos para as verem maiores, com mais detalhe 
Sempre que calha eu ir à estação de autocarros em Sete Rios, vejo lá esta "Festa do Livro". Não sei se está todo o ano ou não, mas a verdade é que seja em que altura lá vá, lá está ela...

Apesar de lá encontrarmos livros que já não se encontram facilmente, considero que o preço-qualidade não é lá grande coisa...
A estação CP de Sete-Rios...
E este ano criei uma tradição para mim: Quando chego a Lisboa vinda de Leiria, chego sempre muito cedo, por volta das 09:45, e a Feira do Livro só começa às 11:00. Aquele tempo em que não se passa nada, eu fui sempre até à parte - não paga - do Jardim Zoológico, que é linda, cheia de cor, natureza, luz, e sossego mesmo ali, no meio da cidade...

É fascinante, e mal possa irei mesmo visitar o Jardim Zoológico lá dentro, ver os animais todos, que já deixa saudades, já lá não vou dentro há anos!
Costumo sentar-me a relaxar junto aos passarinhos, a ouvi-los cantar, e a assistir às suas actividades... São momentos maravilhosos de puro sossego...
Em 1912 o Jardim Zoológico de Lisboa pediu a colaboração do arquitecto Raul Lino para projectar novas instalações para os animais, a começar pela dos cangurus. Ainda nesse ano, a 12 de Março, o Congresso da República decretou uma lei que declarou o "Jardim Zoológico e de Aclimação de Portugal" como instituição de Utilidade Pública, tendo o decreto a data de Março de 1913. Ainda nesse ano foi fundado o "Grupo dos Amigos do Zoológico", tendo como primeiro associado o então presidente da República, Dr. Manuel Arriaga. O ano foi marcado também pelo recebimento, como doação, do seu primeiro hipopótamo. A instituição aproveitou este animal de grande porte para fazer uma grande campanha de publicidade, com numerosos cartazes pelas ruas da cidade, registando com isso um aumento de visitas.
Em Agosto de 1926 o Jardim recebeu mais uma importante doação de animais, inclusive o seu primeiro elefante africano, oferecido pelo rei de Itália juntamente com dois dromedários.
Raul Lino prosseguiu os seus trabalhos de requalificação e construção de novas instalações para os animais com destaque para a aldeia dos macacos, que viria a ser um dos marcos mais conhecidos do Jardim Zoológico e atrairia quantidade expressiva de visitantes após a sua inauguração, em Maio de 1927.
O ano de 1928 foi marcado pelo recebimento de um grande lote de aves do Brasil, oferecidas pelo cônsul de Portugal em Manaus, Sr. Anuplio de Lemos.
Em 22 de Maio de 1931 foi inaugurado o "Solar dos Leões", com a presença do Presidente da República e outras autoridades. O Solar possibilitava uma visão inovadora sobre estes animais, uma vez que não tinha barras de ferro na frente, algo que agradou muito aos visitantes.
O realizador Cottinelli Telmo filmou no Jardim Zoológico em 1933 cenas para a sua "A Canção de Lisboa", filme que alcançou enorme sucesso. Nele, o personagem interpretado por Vasco Santana visita o zoológico com as suas tias. Também nesse ano foram construídos a ilha dos ursos e o cerrado dos elefantes.
Em 1936 regista-se o falecimento de Manuel Emygdio da Silva, presidente da administração, homenageado com um busto no parque e o seu nome dado a uma rua adjacente ao zoo.
No ano de 1937, entre outros, apenas da colónia da Guiné Portuguesa, chegaram cerca de 440 animais.
Em 1940, a pedido do comissariado para as comemorações da exposição "O Mundo Português", o Jardim Zoológico cedeu vários animais para participarem no desfile de abertura, entre os quais um elefante asiático.
As suas instalações foram melhoradas com a execução de novas obras nos anos de 1946 e 1947 destacando-se a "casa das girafas", a "torre dos corvos", e ainda um parque rústico onde os habitantes de Lisboa podiam apreciar um pouco da vida rural.
Em 1949 foi feita uma homenagem a Raul Lino com a instalação de lápide com o nome "Jardim Raul Lino" no espaço da esplanada do lago. Wikipédia
Partilho aqui esta foto convosco apenas porque sim, porque gosto dela... =P
Vou sempre ver como estão os crocodilos, apesar de ser um animal que eu na actualidade não adore, mas apenas porque, vai-se lá saber o motivo, há uns anos atrás eu tive, ainda durante uns bons tempos, uma fase em que quase todas as noites tinha pesadelos com crocodilos. Que me atacavam e mordiam os braços e pernas. Que me abocanhavam e andavam às voltas comigo debaixo de água, a quererem matar-me...A partir dai nunca mais consegui olhar para um crocodilo da mesma forma, pois antes eu até gostava eles...

Fui ver na net o significado deste sonho (tenho livros de interpretação de sonhos, pois eu desde sempre que sonho imenso, mas não os tenho comigo, tive de ir ao amigo google):
Significado dos sonhos – Crocodilo: É um símbolo de perigo. Indica que estamos rodeados por todos os lados de más intenções e de traição. Indica que se deve precaver contra a maldade de falsos amigos, contra a manobra de pessoa falsa, contra o que estão tramando sócios ou pessoas das relações do sonhador. Preste especial atenção às acções dos concorrentes nos negócios. Sonhar com muitos crocodilos: grande catástrofe se aproxima. Ver-se matando um crocodilo, pressagia a derrota dos inimigos.

Sinceramente, não fico muito surpreendida com esta interpretação... Só sei que os sonhos eram tão realistas, que eu até acordava com marcas nos braços e pernas (provavelmente, de dormir toda torcida e enrodilhada nos lençóis por me mexer durante o pesadelo). Foi uma altura assustadora.... No entanto, talvez pela minha teimosia ou coragem ou masoquismo ou chamem-lhe o que quiserem, tenho por hábito enfrentar os meus receios, pois não gosto de ter nenhuns, e lá acabo eu por lhes fazer uma visita sempre que lá vou...

Também aconteceu o mesmo com o boneco boneco ventríloquo chucky, mas isso foi depois de ver os filmes tipo numa maratona, passei a ter sonhos tão nítidos e intensos que agora tenho verdadeira fobia desses bonecos... O estranho é que eu sempre vi, desde pequena, IMENSOS filmes de terror com todo o tipo de criaturas, até há criaturas que eu adoro, especialmente os vampiros, que são os meus preferidos, por isso, o porquê de aquele boneco me ter traumatizado no sonho (e não enquanto vi o filme, durante o filme não me meteu medo nenhum, o que me aterrorizou foram os meus pesadelos!), eu não sei...

Mas deixando os sonhos e pesadelos de parte e voltando à minha visita:
Adorava por ver estas atracções do Zoo em funcionamento... Porque assim, e curiosamente voltando ao tema anterior, mais parece uma mini feira popular assombrada...
Fernando Emygdio da Silva (1886-1972) - Professor da Faculdade de Direito de Lisboa. Licenciado por Coimbra em 1907, doutor em 1911, logo se transfere para a nova escola jurídica de Lisboa, onde funda o grupo de Ciências Económicas. Destaca-se como regente da cadeira de Finanças. Colunista no Diário de Notícias desde 1902. Administrador do Banco de Portugal a partir de 1919, assumindo o cargo de Vice-Governador da instituição em 1931. Procurador à Câmara Corporativa desde 1935, é o relator do II Plano de Fomento, em 1954. Director da Faculdade de Direito de Lisboa em 1950-1953. Ligado à fundação do Jardim Zoológico de Lisboa. Autor de: O Operariado Português, 1905; O Regime Tributário das Colónias Portuguesas, 1906; As Greves, 1913; O Problema Financeiro Português, 1920. in, José Adelino Maltez, Políticos Portugueses da I República (1910-1926) Fonte informação
Fantásticos ornamentos...
O metro, entrando pelo lado mesmo em frente ao Jardim Zoológico...
Saída no Marquês de Pombal... E lá está ela, lá ao fundo!
Tanta vida, diversidade e actividade em Lisboa...
Quase a chegar...
Cheguei! E como não podia deixar de ser, onde diz "biblioteca", lá estou eu! :P
Não quis estar a tirar fotos de frente e a incomodar a diversão do pessoal, mas aquela personagem que tanto se destaca era o palhaço do McDonalds, e estava muitíssimo bem mascarado e a entreter os mais novos, muita alegria! (não, não tenho medo de palhaços, apesar de ter visto o IT, ...)
A-D-O-R-E-I!!
As casas de banho públicas do evento, patrocinadas pela Renova, muito apropriado, e apesar de muito estreitinhas, das vezes que as usei estavam sempre muito limpas, asseadas, sempre com papel e não cheiravam mal, excelente cuidado por parte da organização...
Muito eficientes...
Aqui estão os livros que vão sendo doados, acredito eu que a maioria pelas editoras na feira, seja como for foi com muita alegria que cada vez que eu passava pelo espaço de doação de livros, estava cada vez mais cheio...
Original.... :)
Entretanto, vim dar com esta apresentação do livro Planeta P.K.U, que contou com o coro do externato João XXIII. Tenho as filmagens por editar, quando o fizer depois partilho convosco numa publicação aqui no blog, vão gostar de certeza, foi muito giro com a música feita especificamente para este livro.

Planeta P.K.U. de Paula Toscano e Maria Francisca Macedo; Ilustração: Zeka Cintra 
SINOPSE
Este livro relata o nascimento e a vida de uma criança com fenilcetonúria, na primeira pessoa, e das mudanças e expectativas da sua mãe ao descobrir esta nova realidade.
Com ternura e atenção aos pormenores do quotidiano, esta é uma história sobre encontrar o humor e a normalidade na nossa própria vida.
Contém entre outros depoimentos, os seguintes:
Dra. Elisabete Almeida, psicóloga e Presidente da APOFEN
Doutor Rui Vaz Osório, responsável pela implementação do Diagnóstico Precoce Neonatal conhecido como teste do pezinho.
Vocês tinham conhecimento desta doença? Eu não!

Aqui podem ver uma entrevista na TVI à autora e à filha sobre o que é a fenilcetonúria.

Fenilcetonúria (PKU)
A Fenilcetonúria a as hiperfenilalaninémias (HPA) são doenças hereditárias do metabolismo do aminoácido fenilalanina (Phe).
Devido à deficiência na enzima fenilalanina hidroxidase (PAH), enzima responsável pela metabolização da fenilalanina, este aminoácido acumula-se em quantidades tóxicas para o organismo.
Quando não tratada a PKU interfere com o desenvolvimento neurológico provocando atrasos nesse desenvolvimento e outras complicações. Esta patologia é normalmente diagnosticada através do programa nacional de diagnóstico precoce (teste do pezinho).
O tratamento padrão da PKU requer uma dieta especial restrita em fenillalanina para toda a vida e pressupõe a adesão do doente. Dado que a fenillalanina se encontra em praticamente todas as fontes naturais de proteínas, o cumprimento da dieta torna-se particularmente desafiante, requerendo a eliminação de todos os alimentos que contenham proteínas. 
As fontes naturais de proteínas são substituídas por misturas sintéticas de aminoácidos livres, designados por "fórmulas metabólicas" ou "produtos dietéticos com caráter terapêutico". Estas fontes de proteína são consumidas diariamente em substituição das proteínas naturais. Fonte
Eu tenho algumas restrições alimentares, tal como a lactose e a alergia ao picante, que já me causou um choque anafilático, e a minha mãe teve um com a fruta tropical Anona, portanto nem quero imaginar o que é ter uma doença que limita de uma forma tão definitiva e violenta o que se pode comer...

Já agora, para quem não tem conhecimento:
Choque anafilático (ou reação anafilática/Anafilaxia). Tal situação ocorre quando o indivíduo é exposto a algum agente alergénico que estimule muito o sistema imunológico, o que provoca uma reação de hipersensibilidade muito potente e desencadeia sintomas graves.
Entre os agentes alergénicos mais comuns estão:
  • Alimentos, como, por exemplo, ovos leite, peixes, frutos do mar, amendoim, soja, nozes, amêndoas e trigo.
  • Medicamentos, como ácido acetilsalicílico (AAS), penicilina e outros antibióticos, aspirina, dipirona e anti-inflamatórios.
  • Picadas de insetos, especialmente abelhas, vespas e algumas espécies de formigas.
  • Venenos de escorpiões, aranhas e cobras.
  • Látex.
O choque anafilático acontece de forma imediata e imprevisível no organismo. Dentro de poucos minutos após o contato com o causador da alergia, os sintomas subitamente começam a aparecer: palidez, coceira e vermelhidão na pele, inchaço, falta de ar, queda da pressão arterial, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, vómito, inconsciência, desmaio, etc. Esses sinais e sintomas são provocados pela ação de mastócitos e basófilos (células de defesa), imunoglobulina E (anticorpo) e pela libertação da histamina, uma substância química vasodilatadora.
De todos os sintomas do choque anafilático, certamente o que mais preocupa é o edema de glote (ou edema de laringe), em que a região da garganta incha devido ao excesso de fluido nas células, interrompendo a passagem de ar, o que pode levar o indivíduo à morte dentro de poucos minutos. Fonte
Gostei muito de as conhecer, são super queridas e simpáticas!
E adorei a forma de a autora dar a conhecer esta doença de uma forma (livro sobre extra-terrestres) tão original e apelativa!
No final da apresentação, lá continuei o meu passeio, a ver os livros e a conversar com as pessoas que entretanto se transformaram em conhecidos e algumas até se tornaram boas amigas...
Depois, já um bocado atrasada lá consegui ir dar com a apresentação do livro "O poder dos seus gestos" da autora Irina Golovanova, que é uma senhora muitíssimo simpática e inteligente!
Sinopse do livro: Num mundo profissional cada vez mais exigente e competitivo, a capacidade de comunicarmos com clareza e de modo assertivo é decisiva para sermos bem-sucedidos. E o sucesso que alcançamos depende muito da imagem que criamos de nós mesmos.

O poder dos seus gestos ajuda a compreender a importância da comunicação não verbal no nosso dia a dia e a trabalhar a postura, os gestos e a voz para:

criar uma boa primeira impressão; 
gerar empatia e ser mais influente; 

sentir confiança em todos os contextos; 
comunicar com eficácia.
Porque antes de falar já estamos a comunicar.
Eu adorei a apresentação, aprendi muito, e quando conseguir editar os vídeos partilho convosco mais pormenores desta apresentação.
Eu tenho noção que sou muitíssimo mal compreendida, não sei se pela minha postura ou ar sério ou a forma como me expresso, mas sei que sou mesmo muito mal compreendida, por isso eu tinha tanto interesse em assistir a esta apresentarão e no  livro em si, e de facto aprendi muito, só com a apresentação, então imagino o que vou aprender com o livro!

E não aprendi só sobre mim, mas como sobre o poder dos gestos daqueles que me rodeiam, e como é exercido esse poder no mundo, especialmente nas pessoas ligadas aos governos e ao poder. Foi mesmo muito interessante.

Procurei agora por alto a ver se conseguia um vídeo onde eu vos poderia mostrar um exemplo, e descobri que a Porto Editora publicou no youtube o vídeo da palestra a que eu assistir, e até se vê (que vergonha!) eu a chegar atrasada, e ainda por cima sempre com a câmara a apontar para onde eu estava sentada, mas pronto, aqui vai, só para terem uma ideia:

Eu não fazia ideia de que ia ser apanhada no vídeo... Realmente mexo-me muito e tenho muitos gestos, parecia mesmo irrequieta, e até estava, porque estes eventos são arrebatadores, mas eu não perdi pitada do que a autora dizia, porque eu consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas lá está aqui a questão: "como será que os outros me estão a interpretar?". Eu nunca tinha dado muita importância a isto até ir a esta apresentação da Irina...
Através deste link podem seguir o canal Youtube da Irina, onde ela ensina muito sobre este tema nos seus vídeos.
Quando começou a dar a fome, subi até ao cimo da feira e comecei a ver o que iria eu almoçar. Algo que nunca tivesse comido, de preferência, afinal, estava ali para viver novas experiências.
Decidi-me então pela roulote vegetariana, Veggie Lovers Truck.


O que eu escolhi comer foi o: Bifana de Seitan em bolo do caco (seitan com cebola caramelizada, tomate laminado e alface)
E estava bem bom! Não consigo explicar o que senti a comer, pois nunca tinha comido nada parecido, e em cada dentada era tipo: "Humm.... Gosto, mas não sabe a nada que eu alguma vez tenha provado, é estranho, mas bom.... Estranho mas bom...". E estava carregadinho de sabores! Uma total explosão de sabores, eu já tinha provado comida vegetariana e foi sempre sensaborona, mas aqui não, eram tantos sabores ao mesmo tempo que eu nem sabia o que sentir, mas gostei mesmo e mais, fiquei totalmente saciada, o que não aconteceu das outras vezes, há uns bons tempos atrás em que comia comida vegetariana, aqui a comida foi muito deliciosa e saciante.

 Pedi também as batatas doces fritas às rodelas, e eram de comer e chorar por mais! 
Isto é que é comer com grande vista!
Depois, apeteceu-me algo doce e vi lá na roulote que tinham, à fatia, bolo de cenoura com ganache de chocolate negro... Como resistir?
Foi o melhor bolo que já comi na vida, apesar de, infelizmente, ter comido pouco mais o que vocês vêem nesta foto acima... Porque depois de tirar a foto ao bolo e pousar o bolo no prato, que era de cartão, ao me virar para buscar a garrafa de água veio uma bruta rajada de vento que me atirou com o prato (e o bolo que estava em cima dele!) mesmo em cheio no chão. E claro, com o bolo virado para baixo. Ou seja, nem consegui provar a melhor parte, que é a parte de trás da fatia, toda recheada com o chocolate... quase chorei!
Depois do desastre do bolo (apesar de ter sido mesmo bom, enquanto durou) levantei-me, após recuperar do desgosto e lá arranjei coragem para esboçar um sorriso para a foto mandatária junto ao cartaz da feira do livro de lisboa.
Depois, fui voltei ao "modo passeio", para ajudar na digestão e ir vendo o que se passava...

Sempre muita actividade, música, alegria!
À tarde é quando se nota que a feira começa a encher...
Todos os caminhos vão dar... à feira do livro de Lisboa! =P
Luis Sepúlveda, com uma fila enorme de todas as vezes que por lá passei...
Vejam só quem estava na feira! :)
Uma Aventura é uma série de livros de literatura infantojuvenil Portuguesa, das autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, iniciada em 1982 e que em 2018 tem 60 livros[1], todos recomendados pelo plano nacional de leitura. A colecção segue as diversas aventuras de cinco jovens: as gémeas Teresa e Luísa, Pedro, Chico e João. O cão das gémeas (Caracol) e o de João (Faial) por vezes também entram.
As duas autoras co-escreveram outros livros em conjunto. Fonte:Wikipédia
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
Alice Vieira...
Encontrei este encantador livrinho e a sua autora. Ainda não tive oportunidade de o ler, mas irei resolver isso, pois fiquei com muita curiosidade:
A Viagem das Três Gotinhas de Água, de Lúcia Vaz PedroSINOPSEA viagem das três gotinhas de água é um livro estimulante, com diálogos que convidam à encenação e à interacção entre os mais novos. A Clarinha, a Glorinha e a Brilhantina são três lindas gotinhas de água que acabam de ganhar uma viagem num campeonato de surf. O prémio é a viagem pelo ciclo da água. É então que conhecem os estado líquido, gasoso e sólido e todos os responsáveis pelas mudanças de estado: o senhor Luz, a dona Almofada, o senhor Ventoinha e o senhor Geladinho. De uma forma lúdica, a autora Lúcia Vaz Pedro sensibiliza os mais novos para a importância da preservação da água e as consequências da poluição e do efeito de estufa.
A cerimónia do chá que a Leya tentou organizar é que não correu muito bem... ainda tentei assistir, mas passado uns segundos perdi imediatamente o interesse, apesar de ser uma actividade que por acaso eu tinha na minha programação para ver, pois eu sou viciada em chá (especialmente chá gelado e tisanas), mas a música típica chinesa estava muito alta, a autora estava também muito ao alto, não se via bem o que ela estava a fazer, não explicava os passos, e basicamente estávamos a olhar para uma senhora a passar água de umas chávenas para outras, de umas chávenas para outras, de umas chávenas para outras, ........ definitivamente, ao som estridente de uma melodia chinesa...
Depois deparei-me por acaso com o autor Manuel Arouca, que eu ainda não conhecia, mas conhecia sim o filme "Jacinta", que nunca vi mas tento eu trabalhado no cinema deparei-me com os cartazes, mas em breve irei ver o filme, ou talvez ler primeiro o livro, vamos ver qual oportunidade surgirá primeiro.
Gostei muito de falar com o autor, que me pareceu ser muito modesto, além de inteligente e cheio de cultura e conhecimento.
Sinopse do livro:

Jacinta tem sete anos, é pastora como o irmão, Francisco, e a prima Lúcia. Dos três, é a mais nova, a mais irrequieta, a mais feliz, doce e também caprichosa. Dança para alegrar os dias, os dela e os dos que a rodeiam. Entre o forte caráter e a alegria contagiante, esconde-se uma força maior do que ela. Mas que ainda é segredo.

Naquele dia 13, ao sair para o pastoreio, como era habitual, a criança estava longe de saber o que iria acontecer. Ali, na Cova da Iria, onde tantas vezes brincava, vê, pela primeira vez, Nossa Senhora. A vida desta criança será, a partir daquele momento, diferente, tocada pelo transcendente. A menina dos olhos doces vê os seus sentidos apurarem, sente que aquela senhora, tão bonita, lhe vai mostrar um novo caminho. O da fé e do amor a Deus.
Jacinta - A Profecia não é só a biografia de um dos três videntes de Fátima, indo além dos factos contados ao longo dos tempos. Reconstrói os ambientes, devolve-nos à memória a vida num país rural, leva-nos numa viagem através da capacidade humana de resistir, sobreviver em nome da fé.
Jacinta Marto ofereceu o seu sofrimento pela salvação dos pecadores e deixou-nos um exemplo de bondade, humildade e amor. Manuel Arouca reconstrói esta história, de uma forma profundamente humana, para que nunca nos esqueçamos disso.
Tive o prazer de conhecer a Maria João do Blog "A Biblioteca da João". Ainda andámos por lá a passear e cruzámos-nos com mais pessoal do mundo blogger e literário. A feira do livro de Lisboa é um autêntico universo literário....
Falando em chás gelados e tisanas, depois ainda aproveitei quando a Pure Leaf ficou sem ninguém e fui lá aproveitar um copito com as amostras que eles estavam a dar. Já tinha provado o de limão, que comprei em promoção no continente...
... depois pedi para provar o de pêssego, que ainda não tinha provado.

Sendo algo que só compro quando está mesmo em promoção, pois apesar de ser bom, no entanto com um sabor bastante forte, a dose é algo cara demais para a minha carteira, tendo em consideração as quantidades que eu ingiro, não rende...
Mas sem dúvida que sabe a chá verdadeiro, às folhas, é intenso e refrescante...
Entretanto encontrei o Richard Zimler, tenho uns quantos livros deste autor em lista de espera, é muito simpático e querido, foi fantástico ver a forma como lida com crianças e lhe estimula o gosto pela leitura.
Super simpático, já na lista de futuras leituras! E vocês? O que já leram deste autor?
Chega sempre uma altura na feira do livro em que há tanta actividade, tantas coisas ao mesmo tempo a acontecer, que eu nem sei para onde me virar...
Lá me orientei, e tive o prazer de assistir à conversa entre a autora Sofia Silva e uma devota fã, e foi fantástico de assistir... O prazer leitora ao poder conversar sobre o livro com a autora, e a autora com a sua leitora, foi muito bonito.
Entretanto, também eu me juntei à conversa, que foi muito interessante, mas só por um bocadinho, infelizmente, pois quando fui a ver já estava na hora de ir embora, tinha o autocarro de volta para Leiria para apanhar...
Depois de mais um dia em cheio, foi descer o parque Eduardo VII, e apanhar os transportes de volta para Leiria, já ansiosa pelo próximo "round" à 88º Feira do Livro de Lisboa, que seria poucos dias depois, novas experiências essas que irei publicar aqui em breve convosco!

E vocês? Já têm saudades da feira? Alguma vez foram ou pensam ir?

6 comentários:

  1. Lindoooooooooo, saudades imensas, até porque lá passei uns dias fantásticos que jamais esquecerei, conhecer a feira numa outra vertente é uma adrenalina ímpar. Obrigado e aguardo mais publicações sobre todas essas experiências!

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    1. Muitos saudades mesmo... E a intensidade!!! E até aventuras!! Do melhor! ;)

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  2. Respostas
    1. Para o ano, há mais, e todos os anos está cada vez maior e melhor! ;)

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  3. É tão bom ir a uma feira de livros :) Pena que a carteira não goste tanto. O teu medo de crocodilos fez-me lembrar o meu irmão que tem uma verdadeira fobia a crocodilos/jacarés. Do Richard Zimler li "O Último Cabalista de Lisboa" e gostei muito.

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    1. Do Richard Zimler ainda me falta ler tudo, mas já estou a tratar disso =P

      A minha verdadeira fobia é dos bonecos ventrículos e de agulhas, isto dos crocodilos é que não sei mesmo de onde raio veio, mais os pesadelos... :/

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