Opinião: A Contadora de Histórias | Jodi Picoult

23 de outubro de 2017

Sinopse: Sage Singer é padeira de profissão. Trabalha de noite, a preparar o pão e os bolos para o dia seguinte, tentando fugir a uma realidade de solidão, a más memórias e à sombra da morte da mãe. Quando Josef Weber, um velhote que faz parte do grupo de apoio de Sage, começa a passar pela padaria, os dois forjam uma amizade improvável. Apesar das diferenças, veem um no outro as cicatrizes que mais ninguém consegue ver.Tudo muda no dia em que Josef confessa um segredo vergonhoso há muito escondido e pede a Sage um favor extraordinário. Se ela disser que sim, irá enfrentar não só as repercussões morais do seu ato, como também potenciais repercussões legais. Agora que a integridade do amigo mais chegado que alguma vez teve está envolta numa névoa, Sage começa a questionar os seus pressupostos e as expectativas em torno da sua vida e da sua família. Um romance profundamente honesto, em que Jodi Picoult explora graciosamente até onde podemos ir para impedir que o passado dite o nosso futuro.

Este livro abalou-me imenso. Já li tantos livros sobre o Holocausto, tinha uns 13/14 anos quando li o primeiro livro sobre o tema a nu e a cru, já vi muitos filmes e documentários, no entanto há sempre algo me consegue chocar e surpreender, especialmente o ponto em que a crueldade humana pode chegar. É indescritível....

Uma coisa que me encantou neste livro foi sentir que estava a ler um livro com a escrita da fantástica Jodi Picoult, no entanto a sua personagem Mika fez-me lembrar imenso as personagens femininas fortes, sofredoras e sobreviventes de Lesley Pearse. Então este livro foi tipo uma fusão dessas minhas duas autoras preferidas e não descansei enquanto não o li todo. Cheguei inclusive a não fazer pausas nem sequer para comer e dormi muito pouco só para continuar a ler.

A história é original e imprevisível, tem muitos elementos interessantes, durante toda a leitura não me aborreci uma única vez, houve partes que me chocaram de tal maneira que tive de fechar o livro para me recompor, processar o que tinha lido para poder voltar à leitura... No entanto o livro contrabalança entre acontecimentos actuais com os "flashbacks" do passado, mantendo sempre uma excelente dose de suspense, interesse e drama, passado e presente, envolvendo várias personagens.

Já há uns bons tempos que não me envolvia desta maneira obsessiva numa leitura, este é um livro que recomendo sem reservas, está muitíssimo bem escrito, bem detalhado e surpreendente.
E tem aquela controvérsia à Jodi Picoult que eu adoro: "Se fosse eu, o quer faria?"... Neste caso, sinceramente, não sei... Não sei... 

Maravilhosa homenagem a todas as vítimas do holocausto, ao lermos e nos importarmos com o que aconteceu, somos nós a manter viva a história, nunca esquecendo, sempre honrando os que a ela sobreviveram, e os que não tiveram essa sorte...


6 comentários:

  1. Ofereci este livro à profª da minha filha, por estar sempre a contar histórias.
    Curiosa pela leitura do mesmo

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    1. Tenho a certeza que ela adorou, é um livro que sem dúvida merece ser lido :)

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  2. Já li vários desta escritora mas falta-me este... fiquei curiosa.
    Obrigada por partilhar!!

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