Opinião: Uma Prenda para Bertie | Hannah Coates

19 de agosto de 2017

História comovente de luta por um sonho. Uma história de duas lágrimas e muitas, muitas gargalhadas.
SINOPSE
Para que não haja dúvidas: Bertie, o herói deste livro, é um cão. Oh, perdão, é um beagle, o mais adorável dos cães. Tem uma irmã, Molly. São inseparáveis. Ou seja, eram, até duas famílias diferentes os adoptarem. Bertie está, agora, devastado. Quer amar a família de humanos com quem vive, mas sofre: onde estará a sua irmã Molly? E a família Green, que o acolheu, está em crise, depois de uma tragédia que a abalou há dois anos e de que nunca mais recuperou.Bertie tem agora duas missões: salvar uma família que ama e reencontrar Molly, de quem morre de saudades. Precisa de ajuda. Ajudam-no dois gatos, bichos altivos, e uma improvável caniche. Sozinhos contra a incompreensão desses humanos que têm a mania de entender tudo e não entendem nada.
Esta encantadora história é contada na primeira pessoa pelo Bartie. A-DO-RO a forma como os "tiques" dos animais estão escritos com tal naturalidade, que ler este livro é quase como ver um filme, está absolutamente tudo o que se está a passar de forma automática.
Por exemplo, o que o gato responde ao cão enquanto lambe a patinha, ou "fiquei tão contente que comecei a andar aos círculos muito rápido atrás da minha cauda", entre muitos outros que quem tem animais tão bem conhece, está descrito de tal forma realisticamente que agora não consigo olhar para os meus gatos da mesma maneira, pois se eles estão sentados a olhar para mim, ou a brincar um com o outro, ou a mexerem-se de determinada maneira (como li no livro), estou sempre a pensar: "O que estarão eles a dizer? Quem me dera saber!".

Que os meus gatinhos comunicam não tenho dúvidas absolutamente nenhumas, eles têm um miar especifico dirigido apenas a mim (adoro!) para determinadas situações, especialmente o meu gatinho Castiel que é o mais comunicativo. Sei quando miam porque querem comida, quando querem biscoitos, quando querem festas (sim, os meus gatos pedem-me festinhas e mimos), no caso do Castiel até quando quer que eu lhe pegue ao colo e embale ou o escove, e a forma como eles comunicam um com o outro, quando se sentam frente a frente, com as caudas a abanar (tal como na história) e fazem miados estranho e se mexem como se estivessem mesmo a conversar. E volta e meia começam a correr um atrás do outro e a brincar...

Tanta coisa que inventam, estamos num mundo tão futurista, e ainda não inventaram uma forma de decifrar a linguagem dos animais, como estão a tentar fazer com a linguagem das baleias e dos golfinhos. Não tenho nada contra essas criaturas marítimas e adoro-as, mas as nossas mascotes também mereciam esse destaque...

O livro a determinada altura torna-se um bocado mais infantil, e por esse motivo vai fazer as verdadeiras delícias em especial do público mais jovem. É um livro fantástico para oferecer aos mais novos, para que tenham noção da responsabilidade que é adoptar um animal de estimação, que a partir desse momento se torna mais um membro da família e para terem noção de que eles não são "coisas", que têm verdadeiros sentimentos, e este livro explora bem os sentimentos dos nosso amigos de quatro patas. Ainda mais por ser um livro tão fácil de ler e fluído, nesse sentido, este é o livro ideal!

Quando a ser uma leitura para os mais crescidos, para mim em especial gostei muito, mas já li tantos, mas tantos livros de animais de estimação, que o factor surpresa já não se apresenta, e também considero que o livro está escrito de forma previsível do princípio ao fim (porque eu também não sou fácil de surpreender ou ser apanhada desprevenida), no entanto é, sem dúvida, uma leitura leve, fácil, emotiva e introspectiva.

Gostei.

2 comentários:

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